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“Mulheres negras e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” é tema de evento paralelo na Conferência Regional da Mulher

Saiu no site ONU MULHERES

 

Veja publicação no site original:  “Mulheres negras e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” é tema de evento paralelo na Conferência Regional da Mulher

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Debate pretende avaliar compromissos públicos com os direitos das mulheres negras, incorporação de gênero e raça na agenda de desenvolvimento e diálogo intergeracional em torno dos 25 anos da Plataforma de Ação de Pequim

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Transmissão on-line ao vivo (17h horário de Brasília – 27 de janeiro de 2020)

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Mulheres negras latino-americanas, governos do México e da Costa Rica, Cepal (Comissão Econômica da América Latina e Caribe) e ONU Mulheres debaterão, nesta segunda-feira (27/1), às 17h, a articulação das dimensões de gênero e raça nas agendas de trabalho das Nações Unidas e as respostas dos países aos direitos das mulheres negras. O encontro é um dos inúmeros eventos paralelos contidos na programação da Conferência Regional da Mulher, que acontecerá de 27 a 31 de janeiro, em Santiago, no Chile. O evento é promovido pela ONU Mulheres e Instituto Nacional da Mulher do México e terá transmissão on-line ao vivo (17h horário de Brasília). A equipe da ONU Mulheres Brasil estará presente sob a liderança da representante Anastasia Divinskaya.

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O painel “Mulheres negras rumo a um planeta 5050: incorporando a interseccionalidade de gênero e raça para não deixar ninguém para trás” será aberto por Maria Noel Vaeza, diretora regional da ONU Mulheres para Américas e Caribe; Alicia Bárcena, secretária-executiva da Cepal; e Nadine Gasman, presidenta do Instituto Nacional da Mulher do México, por meio de palavras de boas-vindas.

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Em seguida, a vice-presidenta da Costa Rica, Epsy Campbell, apresentará o tema “O compromisso público com a promoção dos direitos das mulheres negras”. A resposta dos governos e dos organismos internacionais à eliminação das desigualdades de gênero e ao enfrentamento do racismo serão abordados por Maria Inês Barbosa, pesquisadora brasileira, e Candelaria Ochoa Avalos, comissária nacional do México para Prevenir e Erradicar a Violência contra as Mulheres, no tema “Incorporando a interseccionalidade de gênero e raça na agenda de desenvolvimento”.

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O painel se encerrará por meio do “Diálogo intergeracional: da incidência das mulheres negras na preparação da 4ª Conferência Mundial da Mulher até as novas estratégias de advocacy das mulheres negras jovens” entre Heliana Hemetério, da Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), e Paola Yañez Inofuentes, coordenadora-geral da Rede de Mulheres Afro-latinoamericanas, Afro-caribenhas e da Diáspora.

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Intersecccionalidade de gênero e raça – O painel “Mulheres negras rumo a um planeta 5050: incorporando a interseccionalidade de gênero e raça para não deixar ninguém para trás” pretende qualificar o debate temático no marco das celebrações dos 25 anos da Plataforma de Ação de Pequim (#Pequim25) e fortalecer uma plataforma global de diálogo intergeracional de mulheres negras no âmbito da campanha “Geração Igualdade – realizar os direitos das mulheres para um futuro igualitário”.

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O painel também propiciará uma avaliação dos 5 anos da Agenda de Desenvolvimento Sustentável e do princípio de “não deixar ninguém para trás”, além dos 5 anos da Década Internacional de Afrodescendentes.

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Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030 – A promoção dos direitos humanos das mulheres negras é parte da estratégia de comunicação e advocacy político Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030. Esta iniciativa é desenvolvida pela ONU Mulheres Brasil em parceria com o movimento de mulheres negras brasileiras por meio de comitê integrado por organizações da sociedade civil. Está alinhada com o Marco de Parceria das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável 2017-2021, que adota como diretriz o enfrentamento do racismo e a eliminação das desigualdades de gênero no país, baseada na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e na Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024).

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Informações para a Imprensa:

Assessoria de Comunicação da ONU Mulheres Brasil
Isabel Clavelin – 61 3038 9140 | 98175 6315

isabel.clavelin@unwomen.org

onumulheres.org.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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