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Mulheres na liderança impulsionam o lucro na América Latina

Saiu no site TERRA

 

Veja publicação original:  Mulheres na liderança impulsionam o lucro na América Latina

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Promover a liderança feminina nunca pareceu estar tão em alta quanto agora. Muito tem se falado sobre diversidade e empoderamento feminino e dar voz às mulheres parece ser interessante também pelo ponto de vista financeiro.

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É o que diz o novo estudo da consultoria McKinsey que revelou que as companhias que têm pelo menos uma mulher no comando têm 50% mais probabilidade de ver sua rentabilidade evoluir e 22% mais chance de aumentar a média da margem EBITDA. Esse levantamento analisou 700 empresas de capital aberto no Brasil, Chile, Peru, Colômbia, Panamá e Argentina.

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Mesmo assim, apesar de beneficiar os resultados financeiros, a diversidade de gênero diminuiu nos últimos anos. Em 2011, 38% das empresas tinham pelo menos uma executiva entre seus líderes. Este ano, o percentual caiu para 32%.

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O estudo mostra também o impacto financeiro da presença de mulheres nos conselhos de administrativos. As empresas com pelo menos uma mulher no quadro executivo tiveram 8% mais chance de aumentar a sua rentabilidade, entre 2014 e 2018, e 5% de crescer, entre 2014 e 2017.

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Vale chamar atenção que esse é um estudo observacional, uma vez que é conduzido sem a ação do investigador. Ele simplesmente observa e mede o objeto de estudo sem intervir ou modificar qualquer aspecto que esteja sendo observado.

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A pergunta que fica é como comprovar que essa maior rentabilidade acontece pelo envolvimento direto da liderança feminina ou se é resultado de investimentos e trabalho das próprias empresas avaliadas.

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Mas isso não diminui a importância da luta pela igualdade de gênero e diversidade entre cargos. Saber que o percentual de mulheres em posições de influência está diminuindo é uma grande perda como um todo.

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Cenário das startups brasileiras

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Ao mesmo tempo, tomando como exemplo o cenário brasileiro, são visíveis as grandes discussões em torno desse assunto. Algumas empresas, como as startups, por exemplo, já nasceram motivadas a serem diferentes, diversificadas e inclusivas.

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Ao longo dos últimos anos, têm crescido o número de mulheres que tiraram suas startups do papel. De acordo com a Ace, aceleradora de startups, em 2017, o número de empresas fundadas por mulheres que foram aceleradas por lá passou para 29% do total – há cinco anos, a participação feminina nos programas era de 25%.

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Na BizCapital, startup de tecnologia especializada em crédito para pequenas e médias empresas, a presença de líderes femininas é grande. 50% dos cargos de gerência são ocupados por mulheres. Vanessa Medeiros, gerente de produtos, contou como foi ver esse crescimento de contratações femininas em um mercado conhecido por ser predominantemente masculino. “Fui a primeira funcionária mulher da Biz e hoje vejo este grupo incrível de mulheres competentes em um mercado que junta finanças e tecnologia! Alimentar a diversidade, não somente de gênero, é uma preocupação que deve existir sempre e só temos a ganhar com isto”.

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Olhando pelo lado do negócio da Fintech, hoje, 47% das solicitações de empréstimos na plataforma são realizados por sócias mulheres, sendo 32% na faixa etária entre 25 e 45 anos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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