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A servidora pública Juliana Camila Pinto Ribeiro, 39 foi morta a tiros pelo ex-companheiro no domingo, durante uma comemoração no bairro do Ibura, zona sul da capital pernambucana. Após atirar contra a mulher, Josenildo Gomes de Souza Júnior, 44, se matou.
O que se sabe
De acordo com relatos de familiares, Juliana e o homem haviam encerrado um relacionamento de cerca de 20 anos aproximadamente um mês antes do crime. Ele insistia para reatar, mas ela não queria retomar a relação. No dia em que a servidora foi morta, Josenildo havia pedido para ter uma nova conversa.
Um vídeo publicado nas redes sociais mostra um grupo de pessoas reunidas na calçada de uma residência durante uma comemoração pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nas imagens, é possível ouvir pelo menos sete disparos vindos de dentro do imóvel. Assustadas, as pessoas correm para o interior da casa.
De acordo com testemunhas ao Jornal do Commercio, o filho de 3 anos de Juliana teria presenciado o crime. Por ele ter deixado o carro ligado na esquina da casa, familiares da servidora acreditam que o homem pretendia fugir, mas após perceber que a criança viu a morte da mãe, atirou contra si mesmo.
A Polícia Civil de Pernambuco registrou a ocorrência como feminicídio consumado e suicídio, por meio da Equipe de Força-Tarefa de Homicídios na Capital. Um inquérito foi instaurado, e as investigações seguem em andamento.
O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), lamentou a morte nas redes sociais. Ele manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho de Juliana. Na nota, destacou os 12 anos de dedicação da ex-servidora à Ouvidoria municipal.
Em caso de violência, denuncie
Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.
Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.
Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — Central de Atendimento à Mulher — e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.








