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Ministério Público pede prisão de João de Deus; 206 denúncias foram registradas

Saiu no site BRAZILIAN MAGAZINE

 

Veja publicação original:  Ministério Público pede prisão de João de Deus; 206 denúncias foram registradas

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Por Fabiane Guimarães

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Dois promotores do MP-GO (Ministério Público de Goiás) protocolaram no fim da tarde de quarta-feira (12), no Fórum de Abadiânia, pedido de prisão preventiva do médium João de Deus. Ele foi acusado por diversas mulheres de abuso sexual.

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Segundo o último balanço divulgado pelo órgão, foram registradas 206 denúncias de possíveis vítimas.

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Na quarta, o médium apareceu pela primeira vez em público após as denúncias. Abraçado e aplaudido por fiéis que o esperavam na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, o religioso ficou poucos minutos e disse que é inocente. “Sou inocente e quero cumprir a lei. O João de Deus está vivo.”

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Segundo sua assessora de imprensa, Edna Gomes, ele teve um “pico de pressão” e por isso teve que deixar o local logo depois.

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A aparição de João de Deus gerou confusão e tumulto na entrada da casa. Jornalistas que aguardavam o médium foram insultados pelos fiéis e o empurra-empurra quase acabou em agressão.

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Vídeo da filha

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Após a revelação de que uma das vítimas do líder espiritual seria sua filha, Dalva Teixeira – que move ação milionária contra ele por abusos cometidos na infância – o perfil do médium nas redes sociais publicou ontem um vídeo em que ela, ao lado do pai, desmente as acusações. Nele, Dalva diz que “tudo é questão de dinheiro”.

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Ao Metro Jornal, a ativista Sabrina Bittencourt, que tem autorização para falar publicamente a respeito de Dalva, salientou, contudo, que o vídeo foi gravado em 2017, época em que os filhos de Dalva e netos de João de Deus moviam uma ação contra ele. Ela teria sido coagida a gravar o registro, e só neste ano ingressou com uma ação por estupro.

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Crime gravíssimo

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Em entrevista à Rádio Bandeirantes, a promotora do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) Maria Gabriela Manssur – que também colabora com as investigações – disse que as denúncias contra João de Deus são mais graves do que as acusações que levaram o ex-médico Roger Abdelmassih à prisão.

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Segundo ela, havia mulheres com câncer entre as vítimas, o que é o maior agravante. Até o fim da semana, o MP-SP deve ouvir depoimentos de 20 possíveis vítimas do médium.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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