HOME

Home

Maria da Penha: manual de gestão de juizados já está atualizado

Saiu no site CNJ: 

 

Veja publicação original:  Maria da Penha: manual de gestão de juizados já está atualizado

.

Por Isaías Monteiro

.

Nova edição contém todas as inovações legais surgidas desde a versão original, de 2010. FOTO: Gil Ferreira/Agência CNJ

.

Revisto e atualizado, já está no portal do CNJ o Manual de Rotinas e Estruturação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Esta nova edição contém todas as inovações legais surgidas desde a versão original, de 2010. Equipes especializadas de 15 tribunais estaduais contribuíram com o material produzido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

.

Há coordenações de violência doméstica em 21 (77%) dos tribunais estaduais. Todas foram oficiadas pela juíza Andremara dos Santos, auxiliar da presidência do CNJ na gestão da ministra Cármen Lúcia. O prazo para opinar durou de 16 de abril a 11 de maio. Fizeram sugestões os tribunais do Ceará, do Distrito Federal, do Espírito Santo, de Goiás, do Maranhão, de Minas Gerais, do Paraná, do Rio de Janeiro, de Rondônia, do Rio Grande do Sul, da Paraíba, do Piauí, do Pará, de Santa Catarina e de São Paulo.

.

Ouvir quem atua nas varas sobre como melhorar a gestão delas foi o objetivo. Para avaliar as ideias, o CNJ convocou juízes, servidores das secretarias e das equipes multidisciplinares. Solicitou apoio, também, dos conselhos federais de psicologia (CFP) e serviço social (CFESS), que indicaram profissionais.

.

Reunidas as propostas, os juízes analisaram a relevância de cada uma junto aos demais avaliadores. Em nova análise, membros dos conselhos sugeriram ajustes ao texto final. O conteúdo foi debatido, ainda, durante a XII Jornada Maria da Penha, em agosto. Revisões por e-mail e vídeo seguiram-se até o fim do mês.

.

Cinco capítulos, como antes, formam o manual de 90 páginas. Eles abordam histórico, estrutura, procedimentos, auxiliares e rede de atendimento. A revisão traz marcos da área nos últimos oito anos. Um deles é a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, instituída neste mês pela Resolução CNJ n. 254.

.

Outras atualizações incluem estrutura mínima, medidas protetivas, rotinas processuais e equipe multidisciplinar. Questionário de avaliação de risco e as últimas normas do CNJ sobre o tema estão entre os anexos. Além das mudanças legais, a necessidade de revisão foi reforçada em consulta a juízes.

.

Em fevereiro, a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), em parceria com o CNJ, realizou o curso “Violência doméstica, uma questão de gênero: valores e possibilidades”, para juízes de todo o país que atuam na área. O teor do manual era desconhecido por 48,1% deles, 32,7% conheciam um pouco e 18,9% conheciam bem.

.

Agência CNJ de Notícias

 

 

 

 

 

 

 

.

.

.

.

.

.

.

.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Categorias

HOME