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Machismo na Índia: dossiê ressalta o árduo caminho das mulheres que lutam por igualdade

Saiu no BRASIL DE FATO

Veja a Publicação Original Abaixo

Mais da metade das mulheres indianas com idade entre 15 e 49 anos acreditam que o homem tem direito de bater na esposa se ela discutir, sair de casa sem avisar ou desrespeitar os sogros, por exemplo. Esse é um dos dados reveladores contidos no dossiê “Mulheres indianas e o árduo caminho para a igualdade”, publicado nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Tricontinental de Pesquisa Social.

O estudo detalha as bases do machismo no país asiático, seu impacto na vida das mulheres e os processos de luta por igualdade.

Leia também: Classe, casta e gênero: violência contra a mulher não para de crescer na Índia

A submissão não se limita ao hinduísmo, religião predominante no país, mas está prevista no chamado Código de Manu (200 a.C.-200 d.C). Esse texto histórico é amplamente citado pela direita hindu, que tem como principal representante o primeiro-ministro Narendra Modi, aliado de Jair Bolsonaro (sem partido).

Na Índia moderna, segundo o dossiê, “existe uma cultura dominante de justificação de uma série de restrições ao comportamento, aparência, mobilidade e interações sociais das mulheres, bem como aceitação de uma ampla variedade de atrocidades contra elas – como violência doméstica, abuso sexual e estupro.”

Como resultado desse processo, ao menos um terço das mulheres indianas casadas sofreram violência doméstica por parte de seus maridos.

Leia a Matéria Completa Aqui!

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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