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LIVRO: A história de luta das mulheres

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Veja publicação original:  A história de luta das mulheres

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Publicado pela FGV, livro conta as origens do movimento pelos direitos das mulheres no Brasil

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Ao longo dos anos, as mulheres conquistaram muitos direitos que antes eram destinados apenas aos homens. Esses direitos estão contados e detalhados no livro Os direitos das mulheres: feminismo e trabalho no Brasil (1917-1937) (FGV Editora, 236 pp, R$ 36). A obra, escrita por Glaucia Fraccaro, apresenta uma pesquisa histórica sobre a construção dos direitos das mulheres, por meio das leis trabalhistas. Todo o trabalho de investigação da autora foi feito na regulamentação do trabalho feminino no período de 1917 a 1937, que representa a enorme efervescência provocada na sociedade brasileira pelas greves operárias de 1917, em São Paulo, e se encerra com a aprovação, pela Câmara Federal, do projeto de autoria da deputada Bertha Lutz que criou o Departamento Nacional da Mulher, em 1937. Marcos importantes estão presentes no livro, como o Decreto do Trabalho das Mulheres, de 1932, que estipulou a licença-maternidade, proibiu a desigualdade salarial e regulou a jornada do trabalho feminino. “Este é um livro pioneiro sobre a história das mulheres brasileiras em suas lutas por direitos e igualdade, que já duram mais de 100 anos”, afirma Glaucia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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