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Kapulana lança no Brasil o elogiado “O que acontece quando um homem cai do céu”, da autora de origem nigeriana Lesley Nneka Arimah

Saiu no site INSTITUTO GELEDÉS:

 

Veja publicação original: Kapulana lança no Brasil o elogiado “O que acontece quando um homem cai do céu”, da autora de origem nigeriana Lesley Nneka Arimah

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Evocativo e provocativo, o livro, já em pré-venda, traz questões como maternidade, relação mãe e filha, sacrifício, o peso da feminilidade, afrofuturismo, amadurecimento e violência

 

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Em seu livro de estreia, O que acontece quando um homem cai do céu, a escritora Lesley Nneka Arimah desenvolve, em doze contos, diversas formas literárias que abrangem o insólito, a distopia, as memórias da guerra na Nigéria, as relações complexas entre mãe e filha, a convivência humana com as tecnologias,  a infância e o embate entre as tradições de seus familiares e o cotidiano na América, muitas vezes com uma visão afrofuturista. Lesley nasceu no Reino Unido, viveu na Nigéria e agora mora no estado de Minnesota, nos Estados Unidos. A obra original foi publicada nos Estados Unidos, na Inglaterra e na Nigéria, em 2017, com o título What it means when a man falls from the sky, fazendo com que a escritora ganhasse o prestigiado “Kirkus Reviews Prize”. O livro será lançado no Brasil pela Editora Kapulana em julho e já está em pré-venda.

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O foco de Arimah é na construção do enredo que permeia a originalidade de contar surpreendentes histórias. Sua habilidade narrativa é fascinante em textos concisos que abordam as relações humanas. Elogiada por diversos jornais e revistas internacionais, Arimah aborda o rompimento da rotina e a vulnerabilidade de seus personagens. Destaque para o conto “Luz”, vencedor do “Commonwealth Short Story Prize for Africa”, onde o relacionamento entre mãe e filha é posto em xeque. A mãe, a distância, desafia a educação dada pelo pai, que permaneceu com a filha na Nigéria, e acredita que a menina deve se mudar para os EUA com ela, longe do patriarca. Outro marcante enredo está em “Glória”, ganhador do “O. Henry Prize”, prêmio promovido pela editora Anchor Books. A história se passa nos EUA, e conta a história da nigeriana Glória que, desde o nascimento, parece ter sido marcada pelo destino para conviver com o azar, até conhecer o conterrâneo Thomas, um homem de sorte. Diante da oportunidade de escolher o “caminho certo”, a protagonista tem que se questionar sobre o que é o azar, o que é a sorte, e como suas opções a levaram para um polo ou outro.

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Evocativo e provocativo, O que acontece quando um homem cai do céu anuncia a chegada de uma autora com capacidade narrativa extraordinária, uma nova voz da literatura contemporânea. O The Washington Post, na resenha da jornalista Tayla Burney, destacou: “A voz de Arimah é vibrante e nova, os assuntos que ela traz são, ao mesmo tempo, oportunos e atemporais. Este é um volume raro que fui forçada a colocar nas mãos de amigos dizendo ‘Você tem que ler isso’”. Segundo o The New York Times Book Review, o livro é “estranho e maravilhoso. Uma contadora sagaz, oblíqua e provocativa, Arimah consegue encaixar a história de uma família em poucas páginas, e inventar parábolas utópicas, fábulas mágicas e cenários aterrorizantes”.

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Com lançamento em 12 de julho de 2018, O que acontece quando um homem cai do céu é o segundo livro de autores das literaturas africanas de língua inglesa que a Kapulana lança neste ano. Em maio, a editora publicou o romance Esperança para voar, da jovem escritora Rutendo Tavengerwei, do Zimbábue, e em novembro será a vez do livro de memórias Um dia vou escrever sobre este lugar, do queniano Binyavanga Wainaina.

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Para consulta

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SOBRE A AUTORA

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Lesley Nneka Arimah, de origem nigeriana, nasceu e cresceu no Reino Unido, mas viveu em outros países, como a Nigéria, onde seu pai trabalhava. Hoje, mora em Minneapolis, nos Estados Unidos. O que acontece quando um homem cai do céu foi lançado em 2017 nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Nigéria.

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A obra recebeu vários prêmios importantes, como o “Kirkus Reviews Prize”, (categoria Ficção, 2017), o Young Lions Fiction Award, promovido por The New York Public Library, premiação que celebra os autores em ascensão no mundo da literatura, assim como indicação para o “John Leonard Prize”, da National Book Critics Circle.

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Desde 2014, quase todos seus contos já haviam sido publicados e premiados nos meios literários de reconhecimento internacional, como o “Commonwealth Short Story Prize for Africa”, The New Yorker e Harper’s Magazine.

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ORELHA, ASSINADA POR ROBERTA ESTRELA D’ALVA

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“O povo negro sempre teve suas contadoras de histórias. Lembro-me de Dona Rosa, minha saudosa e enérgica avó, tecendo suas narrativas para uma plateia de netos um tanto atônita, um tanto maravilhada. Boas contadoras de história têm a capacidade de mover nossos sentidos com suas vozes. Foi exatamente assim que me senti ao ouvir Lesley Nneka Arimah. Sim, porque ainda que escrita, é uma voz que se escuta, e que faz com que muitas outras sejam escutadas, e às quais não há como se passar incólume. Vozes negras de um feminino diaspórico, que sempre chegando ou partindo de algo (uma pessoa, uma lembrança, um país, um medo) criam territórios imaginários, emocionais, familiares que nos transportam para o centro da ação. Uma negritude não- maniqueísta, onde não só a poesia e a virtude, mas também a crueldade de mulheres que se encontram dentro de sistemas com os quais tem que contracenar, e dos quais não conseguem escapar, estão expostas. Sombras de passados, luzes do presente, adestramento de cabelos e caráteres aos quais desde muito cedo mulheres negras são submetidas. Sem ranço, com ironia, humor e um tanto de imaginação fantástica que nos faz tirar os pés do chão (e cá pra nós, estamos precisando).”

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LEIA UM POUCO DO LIVRO

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Divulgação

“Meu pai deu uma risada áspera e alta, e então se aquietou, olhando para o tabuleiro. Ele ficou parado por tanto tempo que eu já não sabia se ele estava contemplando sua próxima jogada ou se essa era a gênese de mais uma das suas grossas camadas de silêncio que minha mãe passaria os próximos dias descascando. Quando eu já estava pronta para buscá-la, ele moveu a rainha na direção do meu rei e continuou.

– Eu fui açoitado tantas vezes que as minhas costas pareciam purê de tomate. E aí eles me enterraram na areia por três dias. Depois disso, eu nunca mais tirei os olhos da minha arma. Xeque-mate.”

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(Extraído do conto Histórias de guerra)

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“Quando as enchentes tinham começado a engolir as Ilhas Britânicas, eles pediram socorro à Biafra, um pedido que foi atendido. Termos foram criados e trocas equivalentes de trabalho foram contratadas. Mas enquanto uma mão se estendia pedindo ajuda, a outra segurava uma faca. Depois de chegarem ali, os britânicos tinham exigido terras próprias e um governo próprio e separado. Um acordo – incentivado pela ameaça britânica de atacar com armas biológicas – resultou na Aliança Biafra-Bretanha. Terras compartilhadas, governo compartilhado, problemas compartilhados.”

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(Extraído do conto O que acontece quando um homem cai do céu)

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“Eu comecei a passar a maior parte do meu tempo lá fora, arrancando limões do limoeiro, escrevendo no carro empoeirado da minha mãe, descansando na sombra com os lagartos. Quando o portão dos Ajayis rangia, eu corria e espiava por uma fresta no metal. Às vezes era o marido ou a mulher saindo, às vezes era o cara que cuidava dos cachorros, mas na maior parte das vezes era a Mayowa, desfilando a caminho da escola ou do mercado ou da farmácia. Ela andava como se a terra girasse conforme os seus passos. Eu gostava de pensar que se ela soubesse que eu estava ali, ela viraria e acenaria.”

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(Extraído do conto Redenção)

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EDITORA KAPULANA – A Kapulana é uma editora voltada para a publicação e divulgação da literatura de autores nacionais e internacionais, que tem como objetivo ampliar e apresentar as diversas linguagens literárias aos leitores brasileiros. Atualmente, o catálogo da editora é composto por livros de ficção e científicos, para adultos e crianças, em prosa e poesia. Os escritores, ilustradores e colaboradores são de países como Brasil, Angola, Moçambique, Nigéria, Portugal, Quênia e Zimbábue.

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O que acontece quando um homem cai do céu

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Autora: Lesley Nneka Arimah

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Título original: What it means when a man falls from the sky

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País de origem: Reino Unido, 2017

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Tradução: Carolina Kuhn Facchin

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Editora Kapulana

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Ano: 2018

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Formato: Brochura

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ISBN: 978-85-68846-36-0

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Páginas: 168

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Preço: R$ 39,90

 

 

 

 

 

 

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Preliminares rejeitadas Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Lucimeire Maria da Silva, afastou inicialmente a alegação de inépcia da inicial. Segundo a magistrada, a petição apresentou de forma lógica a causa de pedir e os fatos e fundamentos jurídicos necessários ao exercício do contraditório. Também rejeitou a alegação de cerceamento de defesa. O voto destacou que os réus participaram virtualmente da audiência e tiveram oportunidade de prestar depoimento pessoal, mas a produção da prova foi inviabilizada por eles próprios. Conforme registrado na ata, os réus foram instados três vezes a abrir a câmera. Quando um deles finalmente o fez, constatou-se que ambos estavam no mesmo ambiente. Mesmo após duas determinações para que permanecessem separados, de modo a preservar a incomunicabilidade entre os depoentes, eles não atenderam à ordem. Provas da espionagem No mérito, a desembargadora afastou a alegação de insuficiência de provas. Além da perícia realizada no aparelho, destacou os depoimentos que descreveram como ocorreu a instalação do programa e a forma de acesso às informações. Conforme ressaltou, tanto a vítima quanto os informantes afirmaram que os réus chegaram a mostrar à mulher informações e imagens obtidas pelo aplicativo, em uma espécie de intimidação. Para a relatora, o conjunto probatório demonstrou suficientemente que a mulher foi submetida a reiterada perseguição pelo ex-companheiro e pelo filho, que instalaram o aplicativo para monitorar suas ligações, localização e outros dados pessoais. Violação da intimidade Ao analisar a responsabilidade civil, a magistrada considerou que o monitoramento clandestino representou ingerência abusiva na esfera privada da mulher e violou direitos da personalidade, especialmente a intimidade, a vida privada e a liberdade individual. Segundo o voto, a instalação de mecanismo de vigilância sem consentimento caracterizou ato ilícito, nos termos do art. 186 do CC. Comprovados também o dano e o nexo causal, incidiu o dever de indenizar previsto no art. 927. A relatora o dano moral in re ipsa. De acordo com ela, a gravidade da violação à esfera íntima torna desnecessária a demonstração específica do prejuízo. Conforme afirmou, a vigilância constante, mediante interceptação de dados pessoais e monitoramento da rotina, ultrapassou mero dissabor e atingiu a dignidade, a autonomia e a segurança emocional da vítima. Violência doméstica Outro ponto destacado foi o enquadramento da conduta na lei Maria da Penha. Para a magistrada, o vínculo familiar não reduz a gravidade dos fatos, ao contrário, aumenta a reprovabilidade do comportamento, diante dos deveres de lealdade, respeito e proteção esperados nas relações familiares. A relatora observou que a instalação do aplicativo para acompanhar comunicações, deslocamentos e a rotina da mulher constitui forma de controle abusivo e invasivo no âmbito familiar. Assim, enquadrou a prática nas modalidades de violência psicológica e moral previstas no art. 7º da lei 11.340/06. Segundo o voto, a vigilância clandestina submeteu a vítima a situação de permanente controle e violação de sua esfera íntima, afetando diretamente sua liberdade e integridade psíquica. “A utilização de mecanismos tecnológicos para vigilância não autorizada intensifica a reprovabilidade do comportamento, evidenciando dolo e deliberada intenção de controle”, registrou. Indenização majorada Ao examinar o recurso da vítima, a relatora concluiu que os R$ 5 mil fixados contra cada réu eram insuficientes diante das circunstâncias do caso. Segundo o voto, a definição do dano moral deve considerar a situação das partes, a extensão do dano e a gravidade da culpa, além de observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sem permitir enriquecimento sem causa nem reduzir a condenação a montante incapaz de cumprir sua função preventiva e corretiva. No caso, a desembargadora classificou a conduta dos réus como “extremamente reprovável” e destacou o real constrangimento imposto à vítima. Assim, fixou a reparação em R$ 6 mil por réu, totalizando R$ 12 mil, valor considerado mais adequado para compensar a violação aos direitos da personalidade e desestimular novos atos ilícitos. O entendimento foi acompanhado pelo colegiado. Processo: 0710401-64.2022.8.07.0005 Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/462340/filho-e-ex-indenizarao-por-espionar-celular-de-mulher-apos-termino

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