HOME

Home

Justiça do RN vai julgar 360 processos de violência doméstica em dois meses

Saiu no site PORTAL NO AR

 

Veja publicação original:  Justiça do RN vai julgar 360 processos de violência doméstica em dois meses

.

Iniciativa busca cumprir meta 8 do Conselho Nacional de Justiça

.

A Justiça do Rio Grande do Norte anunciou a realização de um mutirão de julgamentos de processos de violência contra a mulher. O anúncio foi feito na abertura de 14ª edição da Semana da Justiça pela Paz em Casa no Rio Grande do Norte, na manhã dessa segunda-feira (19), pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador João Rebouças.

.

Intitulado de “Mutirão Nísia: Julgamento de Processos de Violência Doméstica e Feminicídio”, a iniciativa pretende resolver 360 processos de violência doméstica nas comarcas de Natal e Parnamirim em dois meses e será executada por integrantes do Grupo de Apoio para as Metas do Conselho Nacional de Justiça.

.

De acordo com o juiz Bruno Montenegro, coordenador do Grupo de Apoio, três juízes que integram a iniciativa irão se dedicar, durante os meses de outubro e novembro, a realizar audiências e julgar processos dos 1º e 2º Juizados de Violência Doméstica de Natal e também do Juizado especializado de Parnamirim.

.

O objetivo é auxiliar no cumprimento da Meta 8 do Conselho Nacional de Justiça, que determina o julgamento das ações relacionadas ao feminicídio e à violência doméstica e familiar contra a mulher, distribuídas até o fim de 2018.

.

“A perspectiva inicial é que nesses dois meses de atuação, específico para a Meta 8, sejam realizadas 360 audiências com 360 sentenças prolatadas”, aponta o coordenador. “Dessa forma, a atuação do Grupo de Apoio não vai ser restrita a um esforço pontual dessa Semana. Mas vai ser uma atuação que vai durar dois meses”, observa o juiz Bruno Montenegro. Ele ressalta que após o mutirão será feita uma avaliação dos resultados da Meta 8 para verificar a necessidade de continuidade dos trabalhos do Grupo nessa área.

.

No início deste mês, o Grupo de Apoio teve sua competência ampliada pela Presidência do TJRN para reforçar o julgamento das ações da Meta 8. Até então, o Grupo atuava em processos das Metas 2 (julgar processos mais antigos); 4 (priorizar julgamento de crimes contra a administração pública, à improbidade administrativa e aos ilícitos eleitorais); e 6 (priorizar julgamento das ações coletivas).

.

Durante a Semana da Justiça pela Paz em Casa, todas as comarcas do Rio Grande do Norte devem realizar audiências, júris e julgamentos de processos envolvendo essa temática.

.

.

Saiba mais

.

A Semana Nacional da Justiça pela Paz em Casa foi criada em 2015, por iniciativa da ministra do STF Cármen Lúcia, e tem hoje caráter contínuo, visando um esforço concentrado de julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra as mulheres em todo país. A ação procura chamar a atenção da sociedade para a necessidade de enfrentar este problema social durante todo ano, com vistas a assegurar o direito das mulheres quanto à integridade física, psicológica e moral. São realizadas edições nos meses de março, agosto e novembro.

.

* Com informações do Tribunal de Justiça do RN

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Categorias

Veja também

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

HOME