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João de Deus: MP de Goiás passa a tarde ouvindo novas denúncias

Saiu no site R7

 

Veja publicação original:  João de Deus: MP de Goiás passa a tarde ouvindo novas denúncias

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Ministério Público realizou 78 atendimentos até a manhã desta terça-feira (11). De acordo com assessoria, número debe subir até o fim desta tarde

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Por Juliana Moraes

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O MP-GO (Ministério Público de Goiás) realizou 78 atendimentos a mulheres que apresentaram denúncias João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, na manhã desta terça-feira (11). Porém, a assessoria informou ao R7 que o número de denúncias não para de subir.

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Nesta terça-feira (11), os promotores se dedicaram exclusivamente ao “atendimento da população e interlocução com os coordenadores dos Centros de Apoio Operacional Criminal dos demais Estados” e que, com isso, o número deve aumentar ainda nesta tarde.

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De acordo com a assessoria de imprensa do MP-GO, a maioria das mulheres fez denúncias por meio do e-mail criado exclusivamente para essa finalidade, o denuncias@mpgo.mp.br.

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As vítimas se identificaram como sendo de Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Mato Grosso.

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A assessoria também informou que um balanço com novos números de vítimas deve ser divulgado por volta das 18h. Na quarta-feira (12), porém, os promotores devem conversar com a imprensa no período da tarde.

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Por meio de nota, o MP-GO informou que “todas as vítimas estão sendo orientadas a procurarem o Ministério Público de seu Estado, que ficará responsável pela coleta de depoimentos. Em seguida, essas provas serão enviadas para força-tarefa do MP-GO, que conta com cinco promotores de Justiça e duas psicólogas.”

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Ao R7, a Polícia Civil de Goiás não soube informar quando João de Deus deve se entregar para prestar os esclarecimentos.

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A força-tarefa do MP-GO foi criada nesta segunda-feira (10). Em 24 horas, o órgão informou que 40 mulheres tinham apresentado denúncias. Em menos de 48 horas, o número praticamente dobrou e chegou a 78 vítimas. Além do e-mail denuncias@mpgo.mp.br, as denúncias também são recebidas pelos telefones (62) 3243-8051, (62) 3243 8052 e presencialmente.

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A promotora Maria Gabriela Manssur, do Gevid (Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica), na capital paulista, declarou ao R7 que 10 vítimas vão ser ouvidas até sexta-feira (14) e encaminhadas para o Ministério Público de Goiás, que é o órgão competente para cuidar do assunto. Manssur disse ainda que, no total, mais de 200 casos já chegaram ao conhecimento do Ministério Público.

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Mesmo após as denúncias, o centro João de Deus deve manter atendimento espiritual nesta quarta-feira (12).

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Outro lado

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O advogado criminalista Alberto Toron, que representa João de Deus,  se posicionou sobre as acusações de abuso sexual contra o médium em entrevista ao programa “Fantástico”, também da Rede Globo. Ele afirmou que o médium “nega e recebe com indignação a existência dessas declarações”.

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“O que eu quero esclarecer, que me parece importante que se esclareça ao grande público, é que ele tem um trabalho de mais de 40 anos naquela comunidade, atendendo a todos os brasileiros, atendendo gente de fora do país, sem nunca receber esse tipo de acusação”, disse o advogado.

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Ainda segundo Toron, João de Deus vai se apresentar à Justiça nos próximos dias para colaborar no que for necessário.

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R7 tenta desde segunda-feira (10) ouvir o advogado, mas ainda não obteve resposta. Uma entrevista com o médium também foi pedida, também sem posicionamento do acusado.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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