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Buenos Aires realiza feira do livro feminista

Saiu no site UNIVERSA

 

Veja publicação original: Buenos Aires realiza feira do livro feminista

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A primeira Feira do Livro Feminista (Filfem) acontece nesta terça-feira (11), em Buenos Aires, impulsionada pela inquietude das organizadoras por reunir obras que abordem distintas perspectivas da questão de gênero.

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A iniciativa partiu de 12 jovens militantes que trocavam textos e títulos de livros pelo Whatsapp mas não os encontravam facilmente nas livrarias e se perguntaram sobre porque de não juntá-los no mesmo espaço. Assim, em três meses, elas juntaram as obras que estarão disponíveis ao público a partir desta noite, na capital argentina.

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“Estamos felizes , não podemos acreditar que isso está acontecendo. Foi fazer a convocatória e encontrar a solidariedade e humildade dos grandes”, disse Micaela Gentile, uma das organizadoras do projeto,em entrevista à ANSA.

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Após enviarem convites por email a editoras, elas não esperavam ter tamanha receptividade nem que a convocação fosse difundida tão rapidamente. A Filfem conta com 90 expositores, entre eles grandes editoras, ilustradoras, livrarias, cooperativas e autores autônomos.

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“Entre os conteúdos, não estão somente obras teóricas, mas livros de família com perspectiva de gênero, livros infantis não machistas para quebrar o domínio das princesas que cozinham e criam filhos enquanto os príncipes saem para buscar o sustento”, acrescenta Gentile.

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Haverá três painéis de debate e exposições com a participação da socióloga e historiadora Dora Barrancos, a jornalista Luciana Peker, a professora de filosofia Lux Moreno e a ativista Sasa Testa. Os temas serão “Editoras em ação”, “Trans(h)itos”e “A batalha das dissidências: sexo, corpos e gêneros na busca do prazer emancipado”. O eveto terá entrada gratuita.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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