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IV Fórum de Violência Contra a Mulher de Presidente Prudente

Já fazia uns dois anos que tentava participar do Fórum de Violência contra a Mulher de Presidente Prudente não conseguia: distância, compromissos pré-agendados, audiências. Mas sempre quis muito ir e esse ano eu consegui. Além de ser uma galera super receptiva e uma rede bem articulada, o Promotor de Justiça de lá, o Dr. Márcio  Marcio Kuhne Prado Jr. é muito engajado  com a causa e desenvolve um trabalho maravilhoso.

 

Ainda tive o prazer e a satisfação de ir acompanhada do Sérgio Barbosa, que coordena comigo o  projeto Tempo de Despertar.  Durante o evento, falei sobre nosso projeto, a importância do trabalho com o autor de violência contra a mulher, sua ressocialização e responsabilização sobre os fatos cometidos. Sérgio falou sobre gênero, paternidade e masculinidades. Foram apresentados alguns projetos realizados na região, como o NAH (Núcleo de Atenção ao Homem) e o empoderamento das vítimas, inclusive depoimento pessoal de mulheres que conseguiram sair do ciclo de violência. Foi de arrepiar.

 

Depois de um almoço delicioso num restaurante típico da cidade, partimos para uma roda de conversas para alinharmos expectativas e possíveis parcerias para o ano de 2016.

Quero voltar!!!

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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