HOME

Home

Globo de Ouro: Discursos feministas são o destaque da premiação

Saiu no site INSTITUTO GELEDÉS

 

Veja publicação original:  Globo de Ouro: Discursos feministas são o destaque da premiação

.

Poderosas palavras de Regina King e Glenn Close marcaram a 76ª edição do Globo de Ouro. Sandra Oh celebrou a diversidade.

.

Por Rafael Argemon

.

A noite da 76ª edição do Globo de Ouro foi, definitivamente, das mulheres. A premiação, que aconteceu na noite deste domingo (6) foi marcado pelos poderosos discursos feministas de Regina King e Glenn Close.

.

Logo após receber o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante de Drama por Se a Rua Beale Falasse, Regina King surpreendeu a todos com um desafio.

.

“A razão pela qual fazemos isso é porque entendemos que nossos microfones são grandes e estamos falando por todas. E eu quero dizer que vou usar a minha plataforma agora mesmo para dizer que nos próximos dois anos, tudo que eu produzir será 50% feito por e com mulheres”, disse a atriz, que acrescentou: “E eu desafio qualquer um que esteja em uma posição de poder, não apenas em nossa indústria, mas em todos os setores. Eu desafio vocês a desafiar a si mesmos e fazer o mesmo.”

.

Muito emocionada ao receber sue estatueta de Melhor Atriz de Drama, a veterana Glenn Close homenageou sua mãe e fez um desabafo: “Penso na minha mãe, que passou sua vida toda à sombra de meu pai. Já com 80 anos ela me disse que sentia não ter alcançado nada na vida. Isso é tão errado. O que se espera de nós é que tenhamos filhos e maridos. Isso se tivermos sorte. Precisamos buscar nossa satisfação pessoal. Nós temos que seguir nossos sonhos. Nós temos que dizer: ‘eu posso fazer isso’. ”

.

.

.

Sandra Oh celebra a diversidade

.

Sandra Oh arrives at the 76th annual Golden Globe Awards at the Beverly Hilton Hotel on Sunday, Jan. 6, 2019, in Beverly Hills, Calif. (Photo by Jordan Strauss/Invision/AP) Invision

.

Invision

.

Primeira artista de origem asiática a apresentar o Globo de Ouro, Sandra Oh, além disso, saiu da festa com o prêmio de Melhor Atriz de Série de Drama, por Killing Eve.

.

Porém, o que mais marcou sua participação nesta edição da premiação foi seu discurso na abertura do evento em que ela, emocionada, celebrou a diversidade: “Eu disse sim ao medo de estar neste palco hoje à noite porque queria estar aqui para olhar para este público e testemunhar esse momento de mudança. Não estou enganando a mim mesma porque talvez no ano que vem seja diferente; provavelmente será. Mas agora, este momento é real.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Categorias

HOME