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Estudante é humilhada após menstruar e comete suicídio

Saiu no site REVISTA CLÁUDIA

 

Veja publicação original:     Estudante é humilhada após menstruar e comete suicídio

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Uma professora a teria chamado de suja por causa de mancha de sangue no uniforme

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Uma adolescente teria se suicidado após ser humilhada pela professora por causa de uma mancha de sangue menstrual no uniforme. O caso ocorreu no último dia 6, em Bomet, condado do Quênia.

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Jackline Chepngeno, de 14 anos, assistia uma aula na escola primária de Kabiangek quando foi surpreendida pela chegada da menarca, sua primeira menstruação. Dada a inexperiência no assunto, a garota ficou confusa e inquieta após perceber que o uniforme estava manchado pelo sangue. Foi quando a professora, percebendo como a menina se comportava, quis saber o que estava acontecendo.

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Para a surpresa de Jackline, ao ouvir o motivo da agitação, a professora a humilhou diante de toda a turma. Segundo Beatrice Koech, mãe da garota, a mulher a teria chamado de suja e expulsado a garota da classe. “Ela [Jackline] não tinha nada que pudesse usar como absorvente. Quando o sangue manchou as roupas, mandaram que ela saísse da sala e ficasse do lado de fora”, contou a mulher ao jornal queniano Daily Nation.

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Envergonhada, a adolescente voltou para casa, onde relatou o ocorrido para a mãe. Pouco depois, ela foi encontrada morta, tendo se enforcado com uma peça de roupa. Os pais registraram o caso na polícia, mas alegam que nada foi feito desde então. Na terça-feira (10), um grupo de 200 pessoas se reuniu diante da escola para protestar contra o fato da professora ainda não ter sido interrogada pelos investigadores. Eles derrubaram o portão da instituição, que decidiu cancelar as aulas do dia. Ao todo, cinco pessoas foram detidas.

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No dia 11, a parlamentar Esther M. Passaris publicou no Twitter uma foto com outras deputadas quenianas, repudiando o episódio. Apesar de uma lei de 2017 determinar o fornecimento gratuito de absorventes nas escolas, o projeto ainda está em fase de implementação. Segundo dados revelados pela ONU em 2014, uma em cada dez meninas na África Subsariana deixam de ir às aulas quando estão menstruadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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