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Estadão – Esportes – Blog Corrida para Todos, por Silvia Herrera

 

 

As informações e opiniões expressas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Seja Feliz

SILVIA HERRERA

24 Fevereiro 2016 | 12:45

Violência contra mulher é o mote de corrida de rua organizada por três guerreiras que acreditam no poder transformador do esporte no resgate da felicidade.

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Depois de três treinões lotados, o último com 600 participantes, a promotora de Justiça Gabriela Manssur (Justiça de Saia), a coach Deborah Aquino (Blog da Debs)e a profissional de marketing Paula Narvaez (Corre Paula) – todas maratonistas  – decidiram criar a corrida de rua Movimento Pela Mulher. A segunda edição está confirmada para 20 de março no Ibirapuera, zona sul de São Paulo. Os homens são bem-vindos, já que a corrida também levanta a bandeira da igualdade entre os sexos.

Da esquerda para direita: Paula Narvaez, Gabriela Manssur e Deborah Aquino

Conversei hoje cedo com a Gabi, que está muito entusiasmada com o evento. “A corrida é um esporte democrático e o número de mulheres praticantes só vêm aumentando”, conta. E é por meio da corrida e discutindo o tema – considerado ainda um tabu por alguns – que é possível mudar o cenário tenebroso da violência contra a mulher, no qual 3 em cada 5 mulheres jovens já sofreram algum tipo de violência em relacionamentos (dado do Instituto Avon/Data Popular de 2014).

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Aliás foi no dia a dia, em seu trabalho no Ministério Público, que a promotora conheceu de perto o drama dessas mulheres, que chegam ao órgão fragilizadas, com sinais de violência física e psicológica estampados nos rostos e corpos, vítimas de agressões de seus parceiros, na maioria das vezes. E foi exatamente correndo que a promotora consegue forças para dar alento a essas mulheres. “A corrida proporciona sensação de liberdade, de força. Melhora a autoestima. Você consegue atingir seus objetivos, nos deixa mais felizes. É isso que queremos, trazer felicidade para todas as mulheres!”, explica.

Quem corre já sabe. É realmente transformador. E agora será ainda mais transformador, promovendo a transformação social. Muito mais que perder peso, ganhar fôlego e saúde, a corrida também pode resgatar a autoestima de quem sofria silenciosamente em casa.

Gabi diz que várias mulheres começaram a procurá-las durante os treinos para contar que eram vítimas da violência e que encontraram alento na corrida. “Elas contam que se sentem bem melhor praticando esportes, passaram a ter amor pela vida e conseguiram até uma recolocação no mercado de trabalho, ganharam força interior com a corrida”, destaca.  E é este empoderamento da mulher que as três corredoras desejam com o evento.

O projeto também vem de encontro com o movimento Eles por Elas e por um Planeta 50/50 em 2010 que tem por objetivo assegurar a igualdade de direitos e deveres entre os gêneros.

No dia da corrida, durante a concentração haverá profissionais da Defensoria Pública que vão dar todas as informações às mulheres, sobre o que fazer em caso de violência e todos os serviços públicos que elas têm direito.

A prova contempla caminhada (5km), e corrida nas distâncias de 5km e 10km. As inscrições já estão abertas no site: Movimento Pela Mulher. São 2 mil vagas e custam R$ 80 – vão até 16 de março às 16h, mas podem acabar antes se as vagas se esgotarem. Parte da renda – R$ 10 –  será revertida para ONGs que se dedicam ao fim da violência contra a mulher: Instituto Maria da Penha, Associação ArtemisProjeto Vida CorridaGeledés – Instituto da Mulher Negra e União das Mulheres de São Paulo.  E como a prova é de corredora para corredora o kit tudo que o time feminino adora: batom, canelito, camiseta laranja (cor da causa), sacola esportiva, meia personalizada e muitos outos mimos. A organização é da Latin Sports, mesma empresa que realiza as corridas da Track and Field.

A largada é as 7 horas! A entrega do chip é no mesmo dia – entre 5h30 e 6h30. E a entrega do kit é depois da prova!!! #CorridaParaTodos #Running

 

As informações e opiniões expressas neste blog são de responsabilidade única do autor.

FONTE: http://esportes.estadao.com.br/blogs/corrida-para-todos/seja-feliz/

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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