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Erika: Queremos ir além de pauta LGBTQIA+, mas violência nos tira de foco

Saiu no Uol

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou que rebater falas criminosas de colegas durante sessões tira o foco do plano real do mandato dela: fazer políticas ancoradas nas necessidades do país.

A parlamentar falou sobre o assunto ao UOL Entrevista na manhã de hoje, um dia após um vídeo no qual ela aparece respondendo a declarações transfóbicas da deputada Cristiane Lopes (União-RO) viralizar nas redes sociais.

Queremos fazer uma política ancorada nas necessidades do Brasil, não só nas necessidades dos direitos da comunidade LGBTQIA+. […] Temos quatro anos para colocarmos em prática aquilo que o nosso eleitorado e nós acreditamos que são as necessidades da população. Acho que somos completamente desrespeitadas, agredidas, violentadas e prejudicadas nos exercícios das nossas funções quando temos que mudar o nosso foco para responder práticas violentas e criminosas como essas, que constantemente aparecem no parlamento.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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