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Entra em vigor na Irlanda lei contra abuso psicológico em relacionamentos

Saiu no site REVISTA CLÁUDIA

 

Veja publicação original:   Entra em vigor na Irlanda lei contra abuso psicológico em relacionamentos

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Novo marco legal visa proteger mulheres de violência emocional, capaz de minar sua autoestima e capacidade de reação

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Passou a valer na Irlanda a partir da quinta-feira (3), o seu novo marco legal sobre violência doméstica, aprovado no ano passado. A lei torna crime o abuso psicológico e emocional e prevê proteção a vítimas.

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Um dos focos é a violência conhecida como “controle coercitivo”, tipo de agressão emocional e psicológica que tem o objetivo de minar a autoestima da vítima, bem como sua capacidade de reação.

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Em comunicado, o ministro da Justiça e Igualdade da Irlanda, Charlie Flanagan, afirmou que a nova lei “reconhece que o efeito do controle não fisicamente violento em um relacionamento íntimo pode ser tão prejudicial às vítimas quanto o abuso físico pois esse é uma exploração de confiança”.

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De acordo com levantamento da Agência Europeia dos Direitos Fundamentais, divulgado em 2014, uma parcela de 31% das irlandesas afirmaram ter sofrido abuso psicológico por parte de algum parceiro.

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Agora, a Irlanda é um dos poucos países que adota medida do tipo. França, Escócia, Inglaterra e País de Gales são outros que criminalizam especificamento o abuso psicológico.

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Algumas outras questões endereçadas pela nova lei irlandesa são: criminalização do casamento infantil; revogação de lei anterior que permitia que casais menores de idades se casassem; permissão que mulheres peçam medidas protetivas contra o parceiro, mesmo que não more com eles.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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