HOME

Home

Em qual país há mais mulheres na política?

Saiu no site SocioEconomia:

França, Bulgária e Nicarágua têm mais ministras; Ruanda tem mais mulheres na câmara dos deputados
 Na semana passada, o presidente da Sérvia indicou uma mulher gay para o cargo de primeira-ministra do país. Ana Brnabic, de 41 anos, é atualmente ministra da Administração Pública do governo de Aleksandar Vučić e ao assumir o posto terá a missão de aproximar o país da União Europeia. A atitude considerada progressista chamou a atenção pela Sérvia ser vista uma das nações mais conservadoras do mundo.

No último Ranking de Mulheres na Política elaborado pela ONU neste ano, o país  dos Balcãs ocupa o 43º lugar, com cinco ministras. Já as líderes França, Bulgária e Nicarágua estão no topo do levantamento com nove ministras. Nos três países existem 19 ministérios. No mesmo ranking, o Brasil aparece em 167º lugar, com apenas uma mulher, a desembargadora Luislinda Valois, ministra dos Direitos Humanos.  Os vizinhos Chile e Argentina aparecem à frente do Brasil. O primeiro é 22º, com 8 ministras (em 23 ministérios); enquanto os hermanos são 95º, com 4 ministras (em 23 ministérios).

A Nações Unidas também analisaram a presença de mulheres no congresso de cada país.  Na câmara dos deputados, o Brasil ocupa a 153º lugar no ranking com 55 das 513 (10,7%) cadeiras ocupadas por mulheres. Ruanda (61,3% das cadeiras ocupadas por mulheres), Bolívia (53,1%), e Cuba (48,9%) lideram a lista. Com 83 deputadas em 435 cadeiras, os Estados Unidos ocupam a  104ª posição.  Acesse o ranking completo no link: goo.gl/CdNjss

Veja abaixo os 10 países com mais mulheres na política:

EM MINISTÉRIOS NA CÂMARA DOS DEPUTADOS
País Ministras / Total % País Deputadas / Cadeiras %
1. França, Bulgária e Nicarágua 9 / 17 52,9% 1. Ruanda 49 / 80 61,3%
2. Suécia 12 / 23 52,2% 2. Bolívia 69 / 130 53,1%
3. Canadá 15 / 29 51,7% 3. Cuba 299 / 612 48,9%
4. Eslovênia 8 / 16 50% 4. Islândia 30 / 63 47,6%
5. Ruanda 9 / 19 47,4% 5. Nicarágua 42 / 92 45,7%
6. Dinamarca 9 / 21 42,9% 6. Suécia 152 / 349 43,6%
7. África do Sul 15 / 36 41,7% 7. Senegal 64 / 150 42,7%
8. Albânia, Islândia e Lichtenstein 8 / 20 40% 8. México 213 / 500 42,6%
9. Noruega 7 / 18 38,9% 9. África do Sul 167 / 398 42%
10. Espanha e Finlândia 5 / 13 38,5% 10. Equador 57 / 137 41,6%

 

 

Hillary Clinton (ao centro), na época Secretária de Estado do governo Obama (2008-2016), em Kabul, no Afeganistão / Foto: Wikicomons

Publicação Original: Em qual país há mais mulheres na política?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Categorias

HOME