HOME

Home

CEPAL chama mulheres a se emancipar política, física e economicamente

Saiu no site Nações Unidas:

As mulheres devem buscar a emancipação e a autonomia política, física e econômica, afirmou na terça-feira (20) a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), durante uma apresentação no Fórum Forbes Mulheres Poderosas 2017, realizado na Cidade do México.

Em seu discurso, Alicia Bárcena afirmou que as mulheres da região têm de alcançar a igualdade, mas com titularidade de direitos, “não por ter mais dinheiro ou menos, nem por ter mais ou menos meios, nem apenas por vontade individual”.

As mulheres devem buscar a emancipação e a autonomia política, física e econômica, afirmou na terça-feira (20) a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, durante uma apresentação no Fórum Forbes Mulheres Poderosas 2017, realizado na Cidade do México.

Em seu discurso, a representante do organismo regional das Nações Unidas afirmou que as mulheres da região têm de alcançar a igualdade, mas com titularidade de direitos, “não por ter mais dinheiro ou menos, nem por ter mais ou menos meios, nem apenas por vontade individual”.

Segundo ela, a autonomia econômica das mulheres é fundamental, pois representa a verdadeira emancipação. No entanto, advertiu ela, na região a pobreza “têm o rosto de mulher”.

Ela lembrou que na América Latina e no Caribe 75 milhões de pessoas sofrem com a extrema pobreza, enquanto 185 milhões vivem na pobreza.

A isso se soma a ampla diferença salarial entre homens e mulheres, que ainda é de 18% na região. “Isso não é justo. Temos que lutar para que as mulheres recebam o mesmo salário que os homens pelo mesmo trabalho”, disse.

Em termos de autonomia física, Bárcena enfatizou que o direito sexual e reprodutivo é essencial. “Trata-se de decidir sobre nós mesmas; nosso corpo, nosso território”, declarou.

Ela completou que a gravidez adolescente deve ser abordada de forma eficaz, sendo esta uma das expressões mais profundas da desigualdade, afetando principalmente as populações mais pobres das sociedades latino-americanas e caribenhas. Ela pediu também o fim da mortalidade materna e a divulgação de seus indicadores.

Bárcena advertiu que “o grande flagelo existente em nossa região ainda é a violência contra as mulheres”, e completou que, apesar de múltiplas iniciativas, continua sendo um grave problema não apenas nos domicílios mais pobres como também nos de alta renda.

Quanto à tomada de decisões, as mulheres precisam de mais participação nas hierarquias, maior acesso a ativos financeiros e à propriedade de terra, disse. Segundo ela, a presença das mulheres nos âmbitos de poder ainda não supera os 30%.

Bárcena lembrou que a igualdade de gênero é um eixo da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. Segundo ela, há três eixos indispensáveis da política que devem ser aplicados para alcançar a igualdade para as mulheres: a redistribuição de renda e do tempo, que considere a economia do cuidado; romper o silêncio estatístico para visibilizar a situação das mulheres; e finalmente, impulsionar políticas públicas deliberadas para resolver as desigualdades de gênero.

“Acredito que a aposta é em um novo estilo de desenvolvimento, uma tarefa política. É necessário uma direção clara e mudar a conversa. A igualdade é o horizonte, e devemos passar da cultura do privilégio para a cultura da igualdade”, concluiu.

 

 

 

Publicação Original: CEPAL chama mulheres a se emancipar política, física e economicamente

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Categorias

HOME