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Doria vai sancionar lei que cria “terapia de grupo” para homens que agridem mulheres

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Veja publicação original:   Doria vai sancionar lei que cria “terapia de grupo” para homens que agridem mulheres

 

Aprovado pela Câmara Municipal de São Paulo no início de outubro, um projeto de lei que cria um tipo de “terapia de grupo” para homens agressores de mulheres enquadrados na Lei Maria da Penha deve ser sancionado pelo prefeito João Doria nos próximos dias.

 

 

A Secretaria Municipal de Justiça, que avalia a constitucionalidade e a viabilidade das proposições encaminhadas pelo Legislativo, já deu parecer favorável ao projeto, que agora está na mesa de Doria para assinatura.

 

 

De autoria da vereadora Adriana Ramalho, líder da bancada do PSDB na Câmara Municipal, a lei é inspirada no projeto-piloto “Tempo de Despertar”, implantado em 2015 no município vizinho de Taboão da Serra com o objetivo de combater a violência contra a mulher por meio da reeducação de homens agressores.

 

 

Essa experiência de Taboão, idealizada pela promotora de Justiça Maria Gabriela Prado Manssur, reduziu a 3% o índice de reincidência dos agressores. Em 2017, com o apoio do Judiciário, o projeto começou a ser implantado na capital, nos fóruns da Penha (zona leste) e de Santana (zona norte).

 

 

A lei municipal paulistana prevê a criação do programa por meio de uma articulação entre seis secretarias municipais, entre as quais Saúde e Direitos Humanos, com dotação orcamentária própria.

 

 

“Esta lei é para ampliar este programa com o objetivo de se reduzir o número de reincidências de agressões às mulheres, dentro do espírito da Lei Maria da Penha, que prevê políticas públicas para se evitar a violência doméstica”, afirma a vereadora Adriana Ramalho. “A gente tem que ter uma visao ampla e buscar soluções em todas as vertentes. O objetivo é salvar vidas e evitar o feminicídio”, diz.

 

 

O projeto que inspira a lei paulistana prevê uma série de reuniões entre grupos de até 30 homens agressores, todas monitoradas pelo Ministério Público ou pelo Poder Judiciário. Nesses encontros, eles são levados a dialogar com psicólogos ou assistentes sociais, a refletir sobre os próprios atos de violência contra a mulher e discutem temas correlacionados, como o machismo.

 

 

O público-alvo é o homem agressor que responde a inquérito policial ou processo criminal aberto com base na Lei Maria da Penha.

 

 

A lei municipal veta a participação de homens nos casos de feminicídio (agressões mortais a mulheres), de agressores já presos, de acusados de crimes sexuais, de homens com transtornos psiquiátricos e de dependentes químicos com alto comprometimento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

….

“A participação no programa não serve como perdão judicial. A violência doméstica é crime e o agressor responderá por seus atos”, afirma a vereadora autora da proposta, que está em seu primeiro mandato.

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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