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Dia Mundial do Café: conheça um projeto de mulheres que produzem alguns dos melhores cafés do mundo

Saiu no Estadão

Hoje celebra-se o Dia Mundial do Café, data em que a indústria cafeeira homenageia a segunda bebida mais consumida no mundo, perdendo apenas para a água. O café é mesmo uma paixão nacional e tem ganhado cada vez mais adeptos, especialmente entre as gerações mais jovens, graças às combinações e inovações das cafeterias e indústrias de café. Além de versátil, possui uma variedade de componentes com efeitos benéficos para a nossa saúde, entre eles a famosa cafeína.

Segundo dados da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café), o Brasil é o segundo maior consumidor de café do mundo, com um consumo médio de cinco a seis xícaras diárias por pessoa. O país é também o maior produtor e exportador de café do mundo. Só em 2022 estima-se que foram colhidas 47 milhões de sacas e 8 milhões são de cafés especiais – uma tendência de mercado que não para de crescer.

Para homenagear a data que celebra uma das bebidas mais queridinhas do mundo, o ‘E aí, beleza?’ buscou história de mulheres produtoras de café – algo que sempre esteve intimamente ligado ao trabalho masculino – e que hoje estão à frente da produção de cafés especiais e gourmet, dentre os melhores do mundo.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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