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Depois do Citi, quando o Brasil terá uma mulher CEO de grande banco?

Saiu na EXAME.

Veja a Publicação Original.

Na sexta-feira, 11, o Citi fez história: anunciou a primeira mulher como CEO do banco, após nada menos do que 200 anos de atuação. É o primeiro grande banco de Wall Street a ter uma mulher nesta posição. Jane Fraser assumirá em fevereiro de 2021. A executiva chegou à  liderança por meio da decisão de um conselho do banco composto por 17 pessoas: dentre elas, oito mulheres. Mas e no Brasil, onde estamos?

Segundo pesquisa recente da consultoria Oliver Wyman, o Brasil é a nona maior economia do mundo e a segunda maior no continente americano. Mas de acordo com o Global Gender Gap Report 2020, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil ocupa a 92ª posição (dentre 152 países). Ou seja, somos um dos países mais desiguais do mundo quando se trata de igualdade de gênero.

Há alguns avanços. Entre 2016 e 2019, o percentual de mulheres em comitês executivos cresceu de 16% para 20%, enquanto em conselhos o percentual cresceu de 19% para 23%. Mas quando se trata de altos cargos executivos, os números ficam abaixo do esperado dada a representatividade feminina na sociedade.

Em segmentos com predominância masculina, como o mercado financeiro, isso fica ainda mais patente. Conforme o relatório Women in Financial Services 2020 publicado pela Oliver Wyman, dentre os
principais bancos do país, apenas 10% dos cargos de altos executivos são ocupados por mulheres.

Veja a Matéria Completa 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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