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“Daphne é feminista que nasceu na época errada”, diz atriz de “Bridgerton…

Notícias, Notícias - 13 de janeiro de 2021

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Se, como eu, você maratonou “Bridgerton”, da Netflix, tão logo a série que se passa no período da Regência britânica apareceu no catálogo, pode confessar: é quase impossível não se deixar levar pela história entre Daphne, interpretada por Phoebe Dynevor, e o duque de Hastings, papel de Regé-Jean Page, o novo crush que atingiu escalas mundiais no quesito paixão platônica.

Criada por Chris Van Dusen, da produtora de Shonda Rhimes, “Bridgerton” é um fenômeno de sucesso: a Netflix diz que é a quinta maior série de todos os tempos lançada pela plataforma e que esteve no topo do ranking das mais assistidas em 76 países, incluindo o Brasil. A série é baseada nos livros de Julia Quinn, que, por sua vez, lembram as histórias retratadas na literatura de Jane Austen.

Daphne é a filha mais velha da família Bridgerton, que precisa se casar e ter filhos, como manda o figurino na sociedade da época. Segue todos os rituais destinados às mulheres que ocupam um lugar como o dela, de se apresentar à rainha britânica a vestir espartilhos sob vestidos pesados que, por sua vez, combinam com penteados elaborados e joias. Ah, e passar seus dias no sofá à espera de um eventual pretendente.

A história muda quando ela conhece o duque de Hastings. Entre muitos bailes da aristocracia britânica e uma relação cheia de conflitos entre os dois, Bridgerton entrega duas abordagens que dão um frescor atual à história: o feminismo e a questão racial, já que parte da aristocracia, a rainha e o duque são negros.

Universa conversou sobre esses temas em uma entrevista com Phoebe Dynavor, a protagonista da primeira temporada da série, na tarde desta terça-feira, por chamada de vídeo. Leia a seguir.

UNIVERSA – Ao olhar para a jornada de Daphne, você acha que ela é uma garota feminista?

Phoebe Dynevor– Eu acho que ela é uma feminista real, só que nasceu no tempo errado – quando infelizmente as opções eram só casar e ter filhos. Mas, é engraçado, Eloise [irmã da protagonista, interpretada por Claudia Jessie] e Daphne são obviamente muito diferentes e Eloise aparece como a feminista mais óbvia na série. Mas Daphne é feminista. Quer muito ter o controle do seu próprio destino, e diz “não” quando sente que não está no controle. Ela nasceu no tempo errado, e tristemente era a única opção que ela tinha.

O que você aprendeu com a personagem?

O que eu aprendi com Daphne provavelmente é que você pode mostrar algo totalmente diferente por fora do que você está sentindo por dentro. O que é engraçado na Daphne é que ela representa a ansiedade que muitas mulheres jovens têm agora com as redes sociais. Ela é basicamente um filtro de Instagram por fora e, por dentro, ela está lidando com muita ansiedade e questionamentos internos.

Em muitos momentos da série, Daphne é o centro das atenções e segue muitos rituais ligados ao fato de ser mulher. Até mesmo usar espartilho todos os dias. A vida das mulheres melhorou?

Me fez perceber que muita coisa mudou, sou agradecida porque nós não precisamos vestir espartilho mais, é ótimo. Você pode comer uma refeição apropriada quando está sem espartilho. Mas também me fez perceber o quê, de alguma maneira, não mudou. O quanto ainda sofremos com o patriarcado e o que é deixado por ele. A pressão sobre ser mulher ainda está aí, mas de uma forma diferente agora.

Eu sou realmente agradecida de ter mais opções do que só casar e ter filhos, mas eu continuo acreditando que tem muitas coisas que devemos direcionar.

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