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Como surgiu o sinal que ajuda a salvar mulheres vítimas de violência

Saiu no site UOL

Uma menina de nove anos foi salva de uma tentativa de estupro em Curitiba depois de fazer o sinal universal de pedido de socorro com a mão enquanto era abordada na rua.

De acordo com a Guarda Civil, um homem de 54 anos abordou a criança quando ela ia para a escola, na rua Guaçuí, no bairro Butiatuvinha, na sexta-feira. Ele teria andado ao lado dela, segurado sua mão e pedido que ficasse quieta.

Um primo adolescente vinha caminhando um pouco atrás e reconheceu o pedido de socorro. Ele passou à frente, correu até um posto de gasolina e pediu ajuda a adultos, que acionaram a Guarda Municipal.

Guardas municipais prenderam o homem em flagrante por tentativa de estupro de vulnerável, logo após a denúncia. Segundo a polícia, o suspeito usava tornozeleira eletrônica por causa de uma condenação em 2017 por estupro de vulnerável.

O que é o sinal e por que ele existe
O gesto é conhecido internacionalmente como Sinal para Ajuda (do inglês Signal for Help) e foi lançado em abril de 2020 pela Fundação de Mulheres Canadenses. A proposta inicial era permitir que vítimas de violência doméstica pedissem socorro de forma discreta, inclusive em videochamadas, sem deixar rastros digitais.

O sinal é feito em três etapas: a pessoa levanta a mão com a palma voltada para quem pode ajudar, dobra o polegar em direção ao centro da mão e fecha os outros dedos por cima, como se “encapsulasse” o polegar. A ideia, descrita por representantes da iniciativa, é comunicar que alguém se sente ameaçado e precisa de ajuda.

O gesto se espalhou com a ajuda das redes sociais, especialmente o TikTok, e tende a ser mais conhecido entre os mais jovens. Para a promotora de Justiça Valéria Scarance, o principal ponto é ser um sinal simples e de rápida compreensão, o que facilita o aprendizado até por crianças.

Como agir ao ver o gesto
Especialistas ouvidos pelo UOL alertam que a prioridade é proteger a vítima sem aumentar o risco. A orientação é acionar as autoridades, especialmente quando houver perigo imediato.

 

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