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Comissão de combate à violência contra a mulher pode debater a adoção compulsória

Saiu no SENADO FEDERAL:

 

Veja publicação original:    Comissão de combate à violência contra a mulher pode debater a adoção compulsória

 

A Comissão Permanente Mista de Combate à Violência Contra a Mulher tem reunião na terça-feira (7), às 15h. Na primeira parte dos trabalhos, devem ser analisados 15 requerimentos. As senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) são autoras de um requerimento de audiência pública sobre a adoção compulsória, recomendada no caso de mães usuárias de drogas.

Elas pedem a participação no debate da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, e da procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

As autoras argumentam que “a recomendação de separar bebês filhos de usuárias de drogas de suas mães ainda na maternidade tem recebido críticas de diferentes órgãos de proteção à mulher e à criança”. Lembram, por outro lado, que “os bebês gestados por mulheres usuárias compulsivas de drogas deveriam receber atenção especial ao longo de suas vidas, uma vez que as decorrências desse fato são imprevisíveis”. Diante disso, afirmam que uma audiência pública sobre o tema “certamente poderá retratar a realidade dessas mulheres, bem como apontar soluções para garantir o direito das mulheres e das crianças”.

Violência obstétrica

A relatora da comissão, deputada Luizianne Lins (PT-CE), é autora de 13 dos requerimentos. Ela pede, por exemplo, a realização de audiências públicas para discutir a violência obstétrica e a guarda compartilhada no contexto da violência doméstica.

Luizianne pede ainda informações ao governo do Amazonas sobre ameaças de morte contra lideranças rurais. A relatora também requer informações da Presidência da República sobre programas e ações de enfrentamento à violência contra as mulheres.

Plano de trabalho

Após a votação dos requerimentos, a Comissão Mista tem uma reunião de trabalho. Senadores e deputados vão discutir o plano de atividades da relatora, deputada Luizianne Lins. Os parlamentares devem ter acesso ainda aos resultados da pesquisa “Violência doméstica e familiar contra a mulher”, realizada pelo Instituto DataSenado e pelo Observatório da Mulher contra a Violência (OMV).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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