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Casos de violência contra mulheres aumentam na Grande SP nos cinco primeiros meses de 2026

Saiu no site G1

Casos de lesão corporal dolosa cresceram 11%; ameaças, 16%; e violência psicológica, 19% em relação ao mesmo período de 2025.

Os casos de violência contra mulheres aumentaram na Grande São Paulo nos cinco primeiros meses de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Entre janeiro e maio, os registros de lesão corporal dolosa contra mulheres passaram de 12.298, no mesmo intervalo de 2025, para 13.685 neste ano, uma alta de 11%.

Também houve aumento nos casos de ameaça. Os boletins de ocorrência passaram de 15.886 para 18.471, crescimento de 16% na comparação entre os dois períodos.

Já os registros de violência psicológica tiveram a maior variação percentual. Foram 574 ocorrências entre janeiro e maio de 2025 e 684 em 2026, um aumento de 19%.

Um exemplo recente é o caso do influenciador Lucas Strabko, conhecido como Cartolouco. Em reportagem exibida no domingo (12), o Fantástico mostrou imagens de câmeras de segurança que registraram o momento em que ele encosta um cigarro aceso na orelha da então namorada e, em seguida, dá um tapa no rosto dela durante uma discussão em uma rua de São Paulo.

Segundo o relato da vítima ao Fantástico, as agressões começaram meses antes do episódio registrado pelas câmeras. Ela afirmou ter sofrido ofensas, tapas, chutes e até uma tentativa de “mata-leão” durante o relacionamento. Após a denúncia, ele virou réu e responderá por agressão física e violência psicológica.

A reportagem também ouviu outras duas ex-namoradas, que relataram episódios semelhantes de agressões físicas e violência psicológica. Cartolouco nega as acusações.

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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