Saiu no site CANNES
De Demi Moore a Isabella Rossellini, atrizes 50+, 60+, 70+ e 90+ dominaram o tapete vermelho e mostraram que não existe uma única forma de envelhecer, além de reforçarem o novo momento da maturidade na moda e no cinema
Este ano, o Festival de Cannes contou uma história diferente. E, talvez, uma das mais interessantes dos últimos anos. Nesta edição, mulheres 50+, 60+, 70+, 80+… não apareceram apenas como excessão, acompanhantes ou simples coadjuvantes. Desta vez, brilharam entre premières, festas e jantares de gala como protagonistas absolutas de uma nova estética da maturidade, menos padronizada, mais livre e infinitamente mais fascinante.
Foi lindo de ver a diversidade dessas mulheres maduras, mostrando que não existe mais uma única forma “aceitável” de envelhecer. E o tapete vermelho de Cannes foi uma vitrine disso. Havia a elegância clássica e teatral de Joan Collins, preste a completar 93 anos, exibindo o glamour maximalista que sempre foi sua assinatura. Também chamou atenção Isabella Rossellini, aos 73, com sua beleza serena, sofisticada e intelectualizada. Há anos Isabella se tornou símbolo de um envelhecimento feminino menos artificializado e mais conectado à individualidade. Em Cannes, ela simplesmente mostrou que estilo não depende de apagar o tempo.
Já Philippine Leroy-Beaulieu — eternizada recentemente por seu papel em Emily in Paris — representou outro tipo de maturidade contemporânea: a mulher sexy, confiante e absolutamente confortável em ocupar espaço depois dos 60. O mesmo sentimento, aliás, transmitido por Andie MacDowell, 68. Com seu exuberante cabelo grisalho, ela se transformou em um dos rostos mais simbólicos da liberdade estética feminina.
A imagem talvez mais emblemática desta edição tenha sido a de Demi Moore, 63, atravessando o festival como jurada e ícone fashion absoluto. Em uma das suas aparições mais comentadas, surgiu com um modelo Gucci desfilado 48 horas antes em Nova York. Jane Fonda, aos 88 anos, voltou a reafirmar por que continua sendo uma das mulheres mais influentes da cultura pop e do ativismo feminino. Sharon Stone, 68, levou sua assinatura sexy e poderosa ao red carpet de Diamond, enquanto Cate Blanchett, 57, transformou Cannes também em espaço de discussão sobre igualdade de gênero e envelhecimento feminino em Hollywood.
Houve ainda a presença magnética de Julianne Moore, 65, que participou dos debates sobre representatividade feminina na indústria cinematográfica, e de Isabelle Huppert, 73, eterna musa intelectual do cinema francês, cuja própria trajetória se mistura à história contemporânea de Cannes. Isso sem falar em Catherine Deneuve, musa absoluta aos 82; Kelly Rutherford, 57, em um vestido transparente Giorgio Armani; Gillian Anderson, 57, absolutamente sexy com seu cabelo solto e indomável…
Cannes 2026 parece ter deixado a mensagem de que a maturidade não precisa mais obedecer ao mesmo molde. Algumas mantêm procedimentos estéticos; outras não. Algumas cultivam glamour clássico; outras apostam em naturalidade. Algumas seguem ultra sensuais; outras abraçam uma estética minimalista e intelectual. E todas elas estavam lá, no tapete vermelho, shining bright, like a diamond.








