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Campanha contra violência em Macapá destaca casos de mulheres da periferia

Saiu no site G1

 

Veja publicação original:  Campanha contra violência em Macapá destaca casos de mulheres da periferia

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Rodas de conversas e marcha pela paz fazem parte da programação dos ‘16 Dias de Ativismo’.

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Por Jorge Abreu

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Mulheres de periferias vítimas de violência são as protagonistas da campanha “16 Dias de Ativismo”, na programação promovida pela prefeitura de Macapá. Com objetivo dar visibilidade ao tema, as atividades seguem até o dia 7 de dezembro com rodas de conversas, adesivaço e a marcha pela paz.

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A abertura oficial foi na sexta-feira (23) no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AP). Nesta segunda-feira (26), a campanha começou a percorrer periferias e locais públicos para levar informações de como a mulher pode buscar auxílio dos serviços públicos.

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De acordo com a coordenadora Municipal de Políticas para Mulheres, Jairene Lima, os encontros nas periferias contam com palestras sobre a Lei Maria da Penha, tipos de violências e o aplicativo SOS Mulher, que ajuda vítimas em situação de violência.

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“O objetivo é ir até as mulheres nas comunidades para que elas possam conhecer os serviços ofertados pela coordenadoria e pelo Cram [Centro de Referência de Atendimento à Mulher]. Então, fizemos o contato com lideranças que fazem a mobilização para participarem das rodas de conversas”, disse.

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Além do trabalho itinerante, a programação da prefeitura inclui o “Movimento Laço Branco”, voltado para homens com a proposta de conscientização. A “Marcha das Marias” encerra a campanha, com caminhada pelo Centro da capital.

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“16 Dias de Ativismo contra a Violência de Gênero” é uma campanha internacional de combate à violência contra mulheres e meninas. Acontece todos os anos, entre 25 de novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, e 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

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Programação “16 Dias de Ativismo”

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Dia 27 de novembro
Movimento itinerante no bairro Brasil Novo
Horário: das 15h às 17h

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Dia 28 de novembro
Movimento itinerante no Conjunto Habitacional São José
Horário: das 15h às 17h

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Dia 29 de novembro
Movimento itinerante no Conjunto Habitacional Macabapa
Horário: das 15h às 17h

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Dias 3 e 4 de dezembro
Mobilização para a Marcha das Marias

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Dia 5 de dezembro
Adesivaço
Horário: das 16h às 18h
Local: Praça do Coco

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Dia 6 de dezembro
Movimento Laço Branco
Horário: 9h
Local: sede da Guarda Municipal (Rua Leopoldo Machado, nº 650 – Jesus de Nazaré)

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Dia 7 de dezembro
Marcha das Marias
Horário: das 16h às 20h
Saída: Praça Veiga Cabral
Chegada: Praça Floriano Peixoto

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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