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Análise dos aspectos sociais e jurídicos da mulher transgênero.

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O presente trabalho propõe um estudo acerca dos direitos e garantias fundamentais dos transexuais, expondo uma análise a respeito da aplicabilidade da lei da Maria da Penha a vítimas transexuais, bem como analisar a lei 13.104/2015 sob a perspectiva de gênero e sua aplicação a favor das mulheres trans, visto que o legislador utiliza o termo sexo feminino, ficando evidente a presença da discriminação na sociedade, formado pelo modelo binário, restringindo a interpretação da lei, sob o ponto de vista do sexo biológico e não de gênero, a apreciação da lei sob esta ótica do sexo, auxilia o crescimento da violência contra mulheres trans. Serão abordados quais são os obstáculos a serem enfrentados, perante realidade de estigma que além da discriminação e violência, sobrevivem a transtornos psicológicos, uma vez que no Brasil os transexuais e travestis são mais atingidos por ansiedade e depressão, tornando-se um desafio assumir sua identidade de gênero no país que mais mata travestis e transexuais em todo o mundo. Por fim, as observando as violações de direitos humanos, fundamentais e de tratados internacionais, é identificado as vítimas trans como sujeitos de garantias de proteções, mas a realidade em nosso pais é de desamparo e abandono, refletida na ausência de normatização para proteção deste grupo vulnerável.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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