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Advogado diz que é ‘dever dos homens’ estuprar mulheres que usam jeans rasgados

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Veja publicação original:   Advogado diz que é ‘dever dos homens’ estuprar mulheres que usam jeans rasgados

goo.gl/4oyfE7 | Um advogado egípcio disse que é “dever nacional” dos homens estuprar mulheres que vestem jeans rasgados. Identificado como Nabih al-Wahsh, o homem fez as declarações no programa de televisão Infrad Show, que foi ao ar em meados de outubro. Após seu discurso, entidades ativistas de todo o país se posicionaram e condenaram a fala dele, que já eraconhecido por seus comentários sexistas.

 

De acordo com o portal Al Arabiya, jornalistas e convidados do programa discutiam sobre as controvérsias de um projeto de lei sobre prostituição, quando Wahsh, um conservador assumido, fez seu discurso. Ele ainda completou dizendo que mulheres que mostram partes de seus corpos “convidam os homens” a assediá-las.

 
Como parte da reação de ativistas do Egito, Maya Mursi, diretora do Conselho Nacional da Mulher, condenou o homem pela declaração que viola a constituição do país. Mursi frisou ter ficado surpresa com a fala, já que Wahsh é um advogado e deveria defender os direitos dos cidadãos egípcios e sua liberdade.

 

Agora, o Conselho planeja encaminhar uma queixa sobre seu comportamento. Além disso, também será encaminhada, para o Conselho Supremo de Regulação da Mídia, uma denúncia contra o programa de televisão que veiculou as falas de Wahsh.

 

Um dos apelos dos ativistas, direcionado à mídia, foi para que figuras que incitam a violência de gênero não sejam convidadas para participar dos programas.

 

 

Declarações sauditas

Para além deste caso, recentemente, um religioso saudita declarou que uma  mulher que é vítimas de assédio sexual é culpada pelo crime . “Juro por Deus, elas são as culpadas pelo assédio e pelo adultério”, escreveu Ahmed Bin Saad Al Qarni no Twitter.

 

As declarações polêmicas e misóginas de Al Qarni não acabam por aí. Ainda na mesma rede social, o religioso se dedicou a atacar o uso de maquiagem e de perfumes por esposas. “Uma mulher que sai de sua casa usando maquiagem e perfume é uma adúltera. Uma boa mulher que usa um avental de cozinha nunca mais deixará sua casa”, escreveu.

 
A Arábia Saudita tem sido alvo de inúmeras denúncias relativas à forma como trata as mulheres. Neste cenário, casos de assédio têm sido mais relatados, porém as investigações seguem sendo lentas e polêmicas.

 

Fonte: ultimosegundo.ig.com.br

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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