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A mulher que fez história em Wall Street

Saiu no Site Infomoney.

 

Veja a Publicação original.

NOVA YORK – “Se fosse Lehman Sisters em vez de Lehman Brothers, o mundo seria muito diferente hoje.” A frase é de Christine Lagarde, a francesa que foi diretora do FMI e hoje preside o Banco Central Europeu. Lagarde a escreveu num blog do FMI há dois anos, em um texto sobre os dez anos do estouro da bolha imobiliária.

A crise foi um dos “eventos definidores dos nossos tempos”, argumenta Christine, e serviu para identificar e corrigir diversas falhas do sistema financeiro internacional.

Mas uma área importante não mudou nos dez anos que separaram a crise de 2008 do texto de Christine. “Regulamentação e supervisão vão longe, mas não fazem tudo. Elas têm de ser complementadas por reformas internas nas instituições financeiras.”

Na opinião da francesa, um dos nomes mais influentes das finanças mundiais, é preciso ter mais mulheres em posições de comando: “Mais diversidade aguça o pensamento e leva a mais prudência, reduzindo o tipo de tomada de decisão inconsequente que provocou a crise.”

Um passo importante foi dado no começo deste mês, com a indicação da britânica Jane Fraser para a presidência do Citigroup. Com uma carreira de 16 anos no banco – atualmente ela é responsável pelo negócio de varejo do Citi -, Jane será a primeira mulher a comandar uma das dez maiores instituições financeiras dos Estados Unidos.

Jane rompeu o proverbial “teto de vidro”, que parecia particularmente inquebrável no setor financeiro. Uma demonstração clara foi dada numa sessão da Comissão de Serviços Financeiros Câmara americana, no ano passado.

O deputado democrata Al Green pediu aos sete presidentes de grandes bancos que prestavam depoimento que levantassem a mão caso acreditassem que seriam sucedidos por uma mulher ou por um não-branco. Nenhum deles – incluindo Michael Corbat, então CEO do Citigroup – se ergueu o braço.

Jane, 53, assumirá o cargo em fevereiro do ano que vem. Ela começou a carreira muito jovem, aos 20, na área de fusões e aquisições do Goldman Sachs em Londres. Depois de fazer um MBA, pensou em voltar ao banco. Mas desistiu.

“Eram tão poucas mulheres [no Goldman Sachs] e no setor financeiro. E as poucas que havia davam medo. Era uma época em as mulheres se vestiam praticamente como homens, usavam ombreiras. Elas não eram felizes”, disse Jane numa mesa redonda realizada há quatro anos.

Veja a Matéria Completa Aqui! 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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