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Mesmo com patrimônio, STJ concede Justiça gratuita a mulher com câncer

Saiu no site MIGALHAS

 

3ª turma considerou que gravidade do tratamento oncológico justifica concessão do benefício.

Por unanimidade, a 3ª turma do STJ concedeu gratuidade da Justiça a uma mulher submetida a tratamento oncológico severo, embora ela possua algum patrimônio.

Relator, ministro Moura Ribeiro considerou que a situação de saúde e os gastos relacionados ao tratamento justificam a concessão do benefício, permitindo que a paciente prossiga no processo sem o pagamento das custas judiciais.

Ao votar, o ministro destacou o direito do paciente a um tratamento digno e afirmou que as circunstâncias concretas devem ser consideradas na análise da capacidade financeira.

“Ela tem um certo capital, mas está em tratamento oncológico severo. Parece-me que, em uma situação como essa, nós devemos prover esse recurso para que ela seja beneficiária da Justiça gratuita.”

Com esse entendimento, o colegiado deu provimento ao recurso.

Processo: RESp 2.199.429

Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/461658/mesmo-com-patrimonio-stj-concede-justica-gratuita-a-mulher-com-cancer

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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