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Oficiais de Justiça se atualizam em cumprimento de mandados nos casos de violência doméstica

Saiu no site AL 1

A Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal) realizou o curso “Cumprimento de mandados em matéria de violência doméstica”, voltado aos oficiais de Justiça do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL). A formação, que ocorreu nesta quinta (23), em Arapiraca, e sexta-feira (24), na sede da Esmal, em Maceió, foi ministrada pela diretora de Secretaria do 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital, Samara Carina Albuquerque França.

Ao longo da capacitação, os participantes aprofundaram conhecimentos nas áreas de Direito Processual Penal, Criminologia e Direitos das Mulheres, com foco no aperfeiçoamento da atuação no cumprimento de ordens judiciais relacionadas à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Samara destacou que o planejamento pedagógico buscou contextualizar a atuação prática dos oficiais dentro da rede estadual de suporte às vítimas.

“O objetivo do curso foi capacitar os oficiais de Justiça no cumprimento dos mandados em matéria de violência doméstica e familiar contra a mulher. Tratamos primeiro da rede de proteção em Alagoas, porque é importante o oficial de Justiça saber orientar a vítima sobre a rede de apoio e os serviços de assistência social, psicologia e assistência jurídica que existem no Estado”, explicou.

Durante as atividades, também foram abordados os procedimentos operacionais específicos de cada tipo de ordem judicial e as normas institucionais que regem o serviço.

“Tratamos dos aspectos práticos dos mandados de intimação e de afastamento, demonstrando suas diferenças no momento do cumprimento e os requisitos exigidos pelo Código de Normas da Corregedoria”, ressaltou a instrutora.

Outro ponto crucial do treinamento foi o acolhimento humanizado para evitar danos psicológicos adicionais às mulheres atendidas, além da atualização em relação ao panorama legislativo atual.

“Falamos ainda da questão da revitimização, da necessidade de o oficial manter uma postura acolhedora com a vítima e de posturas e falas revitimizadoras que devem ser evitadas”, pontuou a docente.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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