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Mulher denuncia ex, é atacada com ácido ao sair de delegacia e morre na BA

Saiu no site UOL

Uma mulher de 43 anos morreu hoje, 17 dias após ser atacada com ácido pelo ex-marido, na cidade de Santo Antônio de Jesus, no interior da Bahia.

O que aconteceu
Vera Lúcia de Jesus Santos foi atacada no dia 8 de julho. Ela ficou internada no HGE (Hospital Geral do Estado), em Salvador, mas não resistiu aos ferimentos. A morte foi confirmada na madrugada de hoje, segundo a Polícia Civil da Bahia.

Vítima foi atacada pelo ex-marido pouco depois de sair da Delegacia de Santo Antônio de Jesus. Na ocasião, ela havia procurado a polícia para denunciar o ex-companheiro, Geovane Ferreira Santos, 36, por agressão e perseguição.

Santos não aceitava o fim do relacionamento. No dia do crime, ele seguiu Vera até a delegacia e aguardou a saída dela. Pouco tempo depois de a vítima deixar a unidade policial, Geovane a atacou.

Vítima sofreu queimaduras graves no rosto, no tórax e nas costas. Ela chegou a ser socorrida e internada no Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus. Porém, devido à gravidade das lesões, foi encaminhada no mesmo dia para o HGE de Salvador.

Ex-marido foi preso em flagrante no mesmo dia. Ele havia sido autuado por tentativa de feminicídio. Com a morte da vítima, o caso passará a ser investigado como feminicídio consumado, informou a Polícia Civil baiana. Atualmente, ele está detido no Conjunto Penal de Valença. O UOL não conseguiu localizar defesa dele.

Relacionamento de Geovane e Vera chegou ao fim em abril, após seis anos. Antes do feminicídio, ele já havia agredido a vítima. Ela tinha uma medida protetiva que o proibia de se aproximar dela.

Corpo de Vera foi liberado para sepultamento. A mulher deixa dois filhos.

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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