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RJ: 90% das vítimas de importunação sexual são mulheres, aponta dossiêRJ: 90% das vítimas de importunação sexual são mulheres, aponta dossiê

Saiu no site CNN

Levantamento indica que mulheres pretas e pardas representam mais da metade dos registros em 2025 no estado

Rio de Janeiro registrou 2.723 casos de importunação sexual contra mulheres em 2025, maior número da série histórica, segundo dados do Dossiê Mulher. O estudo também mostra que cerca de 90% das vítimas desse tipo de crime são mulheres.

Em 2020, foram contabilizadas 992 mulheres vítimas de importunação sexual. A partir de 2021, os casos passaram a crescer de forma contínua e atingiu em 2025 o maior número em cinco anos.

A importunação sexual consiste na prática de ato de natureza sexual sem o consentimento da vítima, como toques, gestos ou abordagens invasivas com o objetivo de satisfazer a própria lascívia.

Leia também: Brasil teve mais de 60 mil casos de violência psicológica em 2025

Antes da mudança na legislação, a conduta era enquadrada como contravenção penal. Atualmente, é considerada crime, com pena que pode chegar a cinco anos de prisão.

Perfil das vítimas

Segundo o levantamento, a maioria das vítimas é formada por mulheres jovens. Em 2025, a faixa etária entre 18 e 29 anos concentrou 35,6% dos registros, enquanto mulheres pretas e pardas representaram 51,9% das vítimas.

Crianças e adolescentes de até 17 anos também aparecem entre os grupos mais afetados, respondendo por 27,5% dos casos registrados no ano.

O levantamento aponta ainda que a importunação sexual ocorre, em sua maioria, em espaços públicos e de grande circulação, diferentemente de outros tipos de violência de gênero que costumam acontecer no ambiente doméstico.

Grande parte dos autores é desconhecido das vítimas, e os episódios são registrados com frequência em vias públicas, estabelecimentos comerciais, transportes coletivos e estações.

Os dados também indicam uma concentração maior de ocorrências durante os dias úteis, especialmente nos horários de deslocamento para o trabalho e para os estudos, período em que há maior circulação de pessoas.

Segundo o dossiê, a importunação sexual está relacionada às desigualdades de género e à violência contra as mulheres, refletindo práticas que desrespeitam a autonomia e a integridade física de meninas e mulheres em espaços públicos e privados.

 

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