Saiu no site G1
Data é celebrada em 18 de maio. Segundo Secretaria de Segurança, casos de estupro de vulneráveis diminuiu 5,23% no DF em 2025.
Dia 18 de maio é celebrada como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi estabelecida há 26 anos, por meio da Lei Federal 9.970.
Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, os casos de estupro de vulnerável no Distrito Federal apresentaram queda de 5,23% em 2025.
O número de registros passou de 726 ocorrências em 2024 para 688 casos contabilizados no ano passado.
Segundo a Secretaria de Segurança, “o registro das ocorrências possibilita a elaboração de estratégias preventivas, o aprimoramento das ações integradas de proteção e acolhimento das vítimas, além da identificação e responsabilização dos autores”.
Como saber se é abuso?
A Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania explica que:
Violência sexual é qualquer ato sem consentimento.
Abuso sexual é o uso do corpo de uma criança e adolescente, por um adulto ou adolescente, para a prática de qualquer ato de natureza sexual.
Exploração sexual é o uso sexual de crianças e adolescente com a intenção de lucro ou troca, financeiro ou de qualquer outra espécie.
Guizilla Cola, doutora em psicologia, explica que crianças e adolescentes que estão passando por situações de abuso costumam dar sinais: “Muitas crianças não conseguem verbalizar o que estão vivendo, especialmente quando o abuso ocorre em contextos de confiança, medo ou ameaça”, explica.
Os principais sinais de alerta são:
- mudanças bruscas de comportamento;
- irritabilidade excessiva;
- regressões comportamentais, como voltar a fazer xixi na cama;
- medo intenso de determinadas pessoas ou lugares;
- queda no rendimento escolar;
- alterações no sono e na alimentação;
- sexualização precoce do comportamento;
- crises de ansiedade.
Guizilla também reforça que é necessário, desde a infância, educar sobre limites corporais. “Precisamos ensinar, desde cedo: noções de autocuidado e limites corporais: diferença entre toque de cuidado e toque inadequado; direito de dizer “não”; importância de pedir ajuda a um adulto de confiança”
“É responsabilidade dos adultos criar redes de proteção, supervisionar relações, acompanhar o ambiente digital e agir diante de qualquer suspeita.”









