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Mercedez-Benz lança campanha contra assédio com o lema “Coletivo de Respeito”

Saiu no Frota e Cia

A Mercedes-Benz do Brasil fez o lançamento, na segunda-feira, 17, da campanha “Coletivo de Respeito” para sensibilizar a sociedade para uma mudança efetiva na realidade das mulheres no dia a dia dos transportes coletivos, especialmente nos ônibus. O diferencial do projeto “Coletivo de Respeito” que faz parte do movimento “A voz Delas” em ônibus, da Mercedes-Benz do Brasil, que deverá ter início nesta semana, está na exposição de um QR Code, à vista nos ônibus, e nos adesivos alertando sobre o problema do assédio sexual.

advogada especialista em Direitos das Mulheres e Promotora de Justiça, Gabriela Manssur, idealizadora do “Projeto Justiceiras”, um dos parceiros da Mercedes-Benz no projeto, chamou a atenção para as consequências da violência contra a mulher na sociedade brasileira atual. “E a corrupção no Brasil não é mais importante do que a violência contra a mulher. Sabe quanto custa uma mulher no Brasil vítima de violência por mês para o estado? R$ 6 mil. E nós tivemos no ano passado 22 milhões de mulheres vítimas de violência. Veja o quanto deixamos de aplicar em outras coisas, como educação, saúde, segurança…para atender a mulher em situações de violência que não vão trazer a  mulher de volta”, afirma.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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