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Mulheres são maioria na pós-graduação, mas ficam atrás em cargos de liderança e nas exatas

Saiu no Jornal da USP

A Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG) publicou o relatório As Mulheres na Pós-Graduação, com dados que demonstram a evolução da participação das mulheres nos programas de pós-graduação da USP desde 2001. O documento compila relatos de professoras e pesquisadoras, além de números que revelam a desigualdade de gênero persistente em alguns dos ambientes acadêmicos. O relatório foi divulgado no fim do mês de março, em comemoração ao Mês da Mulher, e pode ser acessado neste link.

Segundo o levantamento, as mulheres compõem, atualmente, 55% dos discentes totais nos programas de pós-graduação da USP. No entanto, mesmo sendo maioria no número total de estudantes, a disparidade fica evidente quando as áreas chamadas de STEM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) são analisadas: enquanto os homens constituem 59% dos estudantes, as mulheres representam 40,7% das estudantes de pós na área.

Outra dificuldade enfrentada pelas pesquisadoras é a progressão da carreira, levando a cargos de liderança e a espaços de tomada de decisão. Apenas 30,6% das mulheres docentes progrediram para a posição de professoras titulares, enquanto os homens concentram 69,4% das promoções ao topo da carreira universitária. É o chamado “efeito Matilda”, quando a contribuição feminina é ocultada na história e nas instituições.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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