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Só para mulheres: conheça a plataforma de investidoras que só seleciona startups do universo feminino

Saiu na IstoÉ

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No início de 2021, quando começaram a trocar mensagens pelo WhatsApp, as executivas Erica Fridman, Flávia Mello, Jaana Goeggel e Mariana Figueira nem imaginavam aonde aqueles bate-papos as levariam. Ao lado das conversas típicas de quem encara o dia a dia pesado do universo corporativo, um tema era recorrente: a dificuldade das empreendedoras de obter capital para colocar suas ideias em prática. Erica, Flávia e Jaana observavam isso nas conversas dos diversos grupos de investidores anjo de que participam. No caso, não é uma mera impressão. Essa percepção é mais do que comprovada pelas estatísticas. No Brasil, apenas 5% das startups são lideradas exclusivamente por mulheres. Parece pouco, de fato é pouco, e fica bem pior: só 0,04% do capital investido em startups brasileiras chegava naquelas fundadas por mulheres. Os dados são da plataforma Distrito Dataminer, especializada em startups.

As conversas avançaram e o grupo atraiu investidoras interessadas em estimular empreendedoras. Em meados do ano passado a ideia tomou forma e ganhou nome. Surgia a Sororitê, uma plataforma exclusivamente feminina para investidoras anjo. Inicialmente com dez participantes, o grupo atualmente tem 70. Os objetivos são trocar informações, compartilhar experiências e analisar startups comandadas por mulheres.Os resultados não demoraram a aparecer. Em pouco mais de um ano, a Sororitê se tornou a maior rede de investidoras anjo da América Latina, tendo aportado R$ 3 milhões em oito empresas.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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