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BOs terão campos para identidade de gênero e orientação sexual

Saiu na REVISTA CLAUDIA

Veja a Publicação Original

Informações sobre identidade de gênero e orientação sexual serão inclusas nos boletins de ocorrência registrados no estado de São Paulo. Atualmente só há um campo para preenchimento do sexo.

A mudança ocorre por conta de uma liminar obtida pela Defensoria de São Paulo. A decisão do juiz Enio Jose Hauff, da 15ª Vara da Fazenda Pública foi publicada no dia 21 e passa a valer em 60 dias.

O objetivo é identificar já no BO potenciais casos de violência contra a população LGBT. A medida também evita que uma mulher ou homen trans sejam apenas identificados pelo sexo biológico.

O Brasil é o país em que mais se mata pessoas trans, segundo dados da ONG Transgender Europa (TGEu). Uma morte a cada três dias, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 29, Dia da Visibilidade Trans.

Foram 175 assassinatos de pessoas transexuais em 2020, segundo relatório anual da Associação Nacional de Travestis e Transexuais.

Nesta quarta-feira , 27, a vereadora Erika Hilton (PSOL), primeira mulher trans eleita para a Câmara de São Paulo, registrou um boletim de ocorrência por ameaça. Ela contou que foi perseguida por um homem dentro da Câmara Municipal de São Paulo. Também nesta semana, sua colega, a co-vereadora Carolina Iara, da Bancada Feminista, sofreu um ataque a tiros em sua casa.

Veja a Matéria Completa Aqui!

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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