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Manual Universa de Jornalismo e a luta contra o machismo que mata mulheres

Saiu no UNIVERSA

Veja a Publicação Original.

Tatiane Spitzner. Sandra Gomide. Yasmin Costa dos Santos. Eliza Samudio. Eloá Cristina Pimentel.

Assim como eu, e talvez como você também, essas mulheres faziam planos profissionais, trocavam confidências com a melhor amiga, tinham uma cor de esmalte preferida, familiares que amavam. Tinham sonhos. Mas jogando seus nomes na internet, os principais resultados da busca indicarão a cobertura jornalística de seus assassinatos. Toda a história dessas mulheres se resumirá ao momento brutal em que o namorado, o marido ou o ex decidiu que elas deveriam morrer.

Na redação de Universa lidamos diariamente com essas tragédias. Afinal, o Brasil é o quinto país que mais mata mulheres no mundo. Como equipe 100% feminina que somos, noticiamos esses crimes pautadas pelas condutas do bom jornalismo, mas também estarrecidas e sensibilizadas.

Entendemos que não, não são “crimes passionais” praticados por homens incapazes de controlar sentimentos. Em nossas reportagens, tratamos essas mortes como feminicídio – uma tipificação que conta como agravante em homicídios praticados por discriminação de gênero.

O feminicídio, na maioria dos casos, é o nível extremo de ciclos de violência que passam por torturas psicológicas, agressões, estupros. Em um país estruturalmente machista como o nosso, muitas mulheres têm dificuldade em reconhecer que vivem situações abusivas ou em identificar no parceiro um algoz.

Foi pensando em informá-las da maneira correta, para que não tenham suas vidas ceifadas, e para que a sociedade respeite e acolha essas vítimas que elaboramos este “Manual Universa Para Jornalistas – Boas práticas na cobertura da violência contra a mulher” – que você pode baixar aqui.

Nele, reunimos uma série de diretrizes para que nós, jornalistas do UOL, não percamos de vista durante a apuração o sofrimento de entrevistados que choram a perda de suas mães, filhas, irmãs, amigas. Para não cairmos nas armadilhas de estereótipos sexistas que transformam mulheres agredidas em rés. Para que nossas reportagens encorajem vítimas a buscar justiça e que elas não tenham que implorar pelo respeito dos “excelentíssimos” nos tribunais.

Convido à leitura deste manual todos os profissionais de imprensa e estudantes de Jornalismo. Para que nos registros da internet, histórias como as de Tatiane, Sandra, Yasmin, Eliza e Eloá sejam contadas com empatia e dignidade.

Veja a Matéria Completa Aqui!

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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