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Ex-diplomata é condenado por agredir ex-esposa

Saiu no site REVISTA CLÁUDIA

 

Veja publicação original:   Ex-diplomata é condenado por agredir ex-esposa

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Em entrevista ao Fantástico, a atriz Cristiane Machado relatou que os episódios de violência começaram logo após o casamento no civil

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O empresário e ex-diplomata Sérgio Schiller Thompson-Flores foi condenado pela Justiça do Rio a três anos em regime semi-aberto por agredir a esposa, a atriz Cristiane Machado. Ele havia sido preso em novembro de 2018, ao mesmo tempo em que o caso se tornou público, quando a vítima concedeu entrevista ao Fantástico.

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Na reportagem, a atriz relatou que os episódios de violência começaram logo após o casamento no civil, em novembro de 2017. Além de abuso verbal, ele também a agredia com empurrões, tapas e socos. Amedrontada, ela instalou câmeras escondidas no quarto e registrou durante três meses os ataques.

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Exibidas no programa global, uma das imagens mostra o ex-diplomata enforcando Cristiane com um fio de carregador telefônico. Em outra gravação, ele destrói uma parte da casa com uma machadinha, enquanto ela implora para ele parar. Em fotos também cedidas ao Fantástico, a atriz exibe hematomas nos braços, pernas e costas. Os advogados de defesa de Sérgio alegaram que os vídeos haviam sido editados e que o casal viveu em harmonia entre os meses de setembro e outro.

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(Reprodução/Rede Globo)

 (Reprodução/Rede Globo)

 (Reprodução/Rede Globo)

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Na decisão que condenou o empresário, a juíza Luciana Fiala de Siqueira Carvalho, do 5º Juizado de Violência Doméstica, alegou ter entendido “que a autoria e a materialidade do delito de lesão corporal restaram comprovadas pelo laudo de exame de corpo delito acostado aos autos e pelos depoimentos prestados em juízo”.

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Além da pena do semi-aberto, Sérgio também terá que pagar a Cristiane uma indenização de R$ 1,2 milhões e multas por quebrar o contrato de matrimônio. Assinado em 31 de julho de 2018, o documento estabelecia que se uma das partes usasse violência física, psicológica, sexual ou material contra a outra, pagaria multa de R$ 400 mil, além de uma indenização por danos morais de 200 salários mínimos, de acordo com o valor em vigência na época da quebra de contrato.

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Em nota, o ex-diplomata declarou que lutará em todas as instâncias contra a decisão, a qual julga “absolutamente estarrecedora, pois ignora os fatos e as provas apresentadas pela defesa, muitos dos quais foram respectivamente ignorados ou retirados do processo sem qualquer justificativa legal”.

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E acrescentou que “esse é um caso chocante em que o linchamento público afeta diretamente o julgamento e contribui para a uma sentença absurda, baseada em uma denúncia de cárcere privado por trancar as portas de uma casa em que por dentro as portas abrem com trinco; que se vale de vídeos editados e adulterados, cúmplices que monitoravam as câmeras por meses durante os quais ela me agredia, extraindo dois minutos e meio de minhas reações”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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