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UFRGS vai conceder título de Doutora Honoris Causa a Elza Soares

Saiu no site BRASIL DE FATO

 

Veja publicação original:  UFRGS vai conceder título de Doutora Honoris Causa a Elza Soares

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Homenagem será concedida no Salão de Atos da universidade, em Porto Alegre, no próximo dia 26, com entrada gratuita

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O Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio Grandes do Sul (UFRGS) aprovou na última sexta-feira (17) a entrega do título de Doutora Honoris Causa à cantora Elza Soares, 81 anos, pelo conjunto de sua obra. A homenagem será concedida no Salão de Atos da universidade no próximo dia 26, às 20h, com entrada gratuita — os ingressos começaram a ser distribuídos nesta segunda-feira (20) na recepção do Centro Cultural da UFRGS, com limite de dois por pessoa.

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“A entrega do reconhecimento a Elza Soares é um momento histórico também para a cultura brasileira, em razão de ser a primeira vez que uma artista mulher e negra, ligada à música popular, recebe a distinção. Somente Maria Bethânia recebera tal título pela Universidade Federal da Bahia, em 2016”, disse a universidade em nota. Em vídeo divulgado pela universidade, Elza disse que se tratava de “uma alegria muito grande receber a homenagem”.

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Esta é a primeira honraria de tal grau concedida pela UFRGS a um músico. Em 2017, a universidade havia homenageado o escritor e compositor Nei Lopes. O último doutor honoris da UFRGS foi dado ao educador peruano Oscar Jara, no ano passado.

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Além da sua contribuição à música popular brasileira, Elza também tem destacada atuação história na luta da mulher negra, contra o preconceito de gênero e contra a cor da pele. A homenagem foi proposta pelo Departamento de Difusão Cultural da UFRGS em conjunto com o Instituto de Artes.

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Sobre Elza Soares

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Com 35 álbuns gravados (afora os compactos e coletâneas) e mais de 60 anos de carreira, Elza Soares é uma das maiores personalidades da história da música popular brasileira. Eleita a Melhor Cantora do Milênio pela BBC de Londres em 1999, Elza viu seus trabalhos serem aclamados pelo público e pela crítica. Um de seus discos mais recentes, A mulher do fim do mundo (2015) recebeu o Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira e o prêmio de Melhor Álbum pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA). Com um percurso sempre pautado pela ousadia, a artista se mantém atual e aberta a novas tendências, transitando também pelo rap e pelas experimentações com música eletrônica e incorporando temas relacionados ao preconceito étnico-racial, ao empoderamento feminino e à valorização das religiões de matriz africana.

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Edição: Redação RS

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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