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Diminui desigualdade em função de gênero e cor, aponta levantamento do Ipea

Saiu no site JORNAL GGN

 

Veja publicação original:  Diminui desigualdade em função de gênero e cor, aponta levantamento do Ipea

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Levantamento do Ipea mostra entretanto que Brasil está longe de superar as diferenças impostas por preconceitos estruturais. Brancos ganham cerca de duas vezes mais que os negros

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Jornal GGN – O Radar IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) divulgado nesta terça-feira (16) pelo Ipea mostra que as desigualdades sociais em função de cor e gênero diminuíram no Brasil.

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Considerando uma escala entre 0 e 1, onde zero é o nível mais baixo de desenvolvimento e um o maior, o estudo mostra que o IDH-M da população branca caiu de 0,819 para 0,817 de 2016 para 2017. No mesmo período, o índice da população negra aumentou de 0,728 para 0,732.

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Também entre os dois anos, o índice de renda dos homens sofreu queda de 0,818 para 0,814, enquanto das mulheres subiu de 0,658 para 0,660. Apesar da aproximação, a diferença entre o índice de desenvolvimento de negros e brancos, e homens e mulheres continua chamando atenção.

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O IDH-M mostra que os brancos ganham cerca de duas vezes mais que os negros: R$ 1.144,76 contra R$ 580,79, são as médias salariais nos dois grupos, respectivamente.

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Segundo Aristides Monteiro Neto, diretor de Estudos e Políticas Regionais Urbanas e Ambientais do Ipea, a diminuição da diferença entre os IDH-M por cor aconteceu graças a melhorias em todos os quesitos de renda e educação para os negros, ao mesmo tempo que houve queda de renda e educação entre os brancos.

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“Este foi um bom resultado porque mostra uma redução da desigualdade em função da cor do indivíduo. No entanto, notamos que a diferença continua muito grande”, pontuou.

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Em relação ao gêneros, o pesquisador constatou que o resultado de aproximação mais recente é “interessante, porém trágico”, isso porque mostra que mesmo sendo um grupo com mais educação superior e tempo de vida, as mulheres continuam recebendo bem menos que os homens.

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“Entre 2016 e 2017, essa diferença [em termos de educação] aumentou. Mas a renda mantém o IDH-M dos homens superior”, disse. Entre os dois anos, a renda média dos homens caiu de R$ 851,09 para R$ 843,31. Já o das mulheres passou de R$ 833,52 para R$ 825,88.

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Entre as orientações que o Radar faz ao governo para combater as desigualdades estão a aplicação de políticas sociais, especialmente àquelas que visam melhorar a educação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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