HOME

Home

Mafalda, 50 anos de feminismo em tirinhas

Saiu no site BRASIL EL PAÍS

 

Veja publicação original:   Mafalda, 50 anos de feminismo em tirinhas

.

A personagem de Quino convida à reflexão sobre o machismo e o papel da mulher em suas aventuras com Susanita, Libertad e sua família

.

Por Fernanda Caballero

Mafalda é uma personagem que nasceu há mais de 50 anos, mas as suas reflexões não deixam de ser atuais. Desde sua concepção, Mafalda tem sido reflexiva e combativa em questões como maternidade, guerra e infância. Mafalda: Femenino Singular é a nova compilação das tirinhas de Quino da editora espanhola Lumen, que pretende mostrar o que faz da personagem um ícone da luta das mulheres.

.

Lola Albornoz, editora da Lumen e responsável pela antologia, explica a Verneque a ideia desta seleção surgiu com a imagem de Mafalda em faixas durante a manifestação feminista de 2018 na Espanha. “No trabalho de Quino há muita reflexão que pode contribuir para o movimento feminista“, comenta.

.

Quino declarou recentemente sua afinidade com a luta feminista: “Sempre acompanhei as causas de direitos humanos em geral e dos direitos das mulheresem particular, a quem desejo sorte em suas reivindicações”.

.

O editor do livro diz que a primeira coisa que se pensa sobre Mafalda é que representa a menina que não para de protestar e desafiar o status quo, mas, para Albornoz, o feminismo nas tirinhas não é tão simples: “Mafalda, sua mãe, e [suas duas amigas] Susanita e Libertad nos ajudam a ver que há muitos tipos de feministas e mulheres. Se Mafalda é o estado reivindicativo do feminismo recente, sua mãe e Susanita são as mulheres no passado. E Libertad vem de uma família em que a mãe trabalha e sua visão é completamente futurista “.

.

Entre cerca de 2.000 tirinhas publicadas por Quino desde 1963, Albornoz diz que não foi difícil encontrar material suficiente para dedicar um volume de 140 páginas às reflexões de Mafalda sobre o papel das mulheres e críticas ao machismo de seu entorno. “Nunca tinha sido posto o foco editorial sobre este tema nas tirinhas. Mas não é só Mafalda se queixando sobre o papel feminino, é a menina que convidando à reflexão”, diz Albornoz.

.

Em seguida, selecionamos algumas tirinhas que fazem parte da antologia Mafalda: Femenino Singular:

.

.

Reflexões de uma feminista sobre a maternidade

.

Mafalda, 50 anos de feminismo em tirinhas
CORTESÍA EDITORIAL LUMEN

.

.

Mafalda, 50 anos de feminismo em tirinhas
CORTESÍA EDITORIAL LUMEN

.

.

Mafalda, 50 anos de feminismo em tirinhas
CORTESÍA EDITORIAL LUMEN

.

.

Mafalda, 50 anos de feminismo em tirinhas
CORTESÍA EDITORIAL LUMEN

.

.

Mafalda, 50 anos de feminismo em tirinhas
CORTESÍA EDITORIAL LUMEN

.

.

Mafalda, 50 anos de feminismo em tirinhas
CORTESÍA EDITORIAL LUMEN

.

.

.

Mafalda contra o machismo

.

Mafalda, 50 anos de feminismo em tirinhas
CORTESÍA EDITORIAL LUMEN

.

.

Mafalda, 50 anos de feminismo em tirinhas
CORTESÍA EDITORIAL LUMEN

.

.

Mafalda, 50 anos de feminismo em tirinhas
CORTESÍA EDITORIAL LUMEN

.

.

Mafalda, 50 anos de feminismo em tirinhas
CORTESÍA EDITORIAL LUMEN

.

.

Mafalda, 50 anos de feminismo em tirinhas
CORTESÍA EDITORIAL LUMEN

.

.

.

Ai Susanita, Susanita!

.

Mafalda, 50 anos de feminismo em tirinhas
CORTESÍA EDITORIAL LUMEN

.

.

Mafalda, 50 anos de feminismo em tirinhas
CORTESÍA EDITORIAL LUMEN

.

.

Mafalda, 50 anos de feminismo em tirinhas
CORTESÍA EDITORIAL LUMEN

.

.

Mafalda, 50 anos de feminismo em tirinhas
CORTESÍA EDITORIAL LUMEN

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Categorias

HOME