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Entrada inédita de mulheres em templo na Índia provoca protestos; 700 foram detidos

Saiu no site REVISTA MARIE CLAIRE

 

Veja publicação original:  Entrada inédita de mulheres em templo na Índia provoca protestos; 700 foram detidos

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Bindu Ammini e Kanaka Durga foram escoltadas para dentro do santuário nesta semana após a Suprema Corte derrubar o veto que proibia a presença feminina no local

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Duas mulheres fizeram história na Índia ao desafiar a cultura machista da região que as impedia de entrar em um templo hinduísta no estado de Kerala, sul do país. Bindu Ammini, 40, e Kanaka Durga, 39, se tornaram as primeiras mulheres entre 11 e 49 anos a visitar a igreja.

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A quebra de paradigmas, porém, foi recebida com protestos violentos. Segundo a BBC, 700 pessoas foram detidas entre ontem e hoje e 60 policiais saíram feridos. Além disso, 80 ônibus foram danificados e ao menos 12 veículos policiais registraram ataques. Uma pessoa morreu.

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A Suprema Corte tenha derrubou em setembro o veto que proibia o acesso de mulheres na chamada “idade menstrual” ao templo, mas a decisão foi era respeitada. Ammini e Durga precisaram de escolta policial para entrarem por uma porta lateral. Desde então, os protestos não cessam.

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Ainda Segundo a BBC, grupos de extrema direita apoiados pelo partido nacionalista Bharatiya Janata pediram a interrupção das aulas em escolas e o fechamento do comércio como forma de protesto. Por outro lado, o governo estadual ofereceu reforço policial para evitar a interrupção dos serviços, mas pouco pôde fazer. Nem mesmo o transporte público funcionou normalmente, uma vez que os manifestantes bloquearam as vias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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