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Número de mulheres diretoras em Hollywood foi menor em 2018 do que em 1998

Saiu no site UOL ENTRETENIMENTO

 

Veja publicação original:  Número de mulheres diretoras em Hollywood foi menor em 2018 do que em 1998

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Por Caio Coletti

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Um novo estudo da San Diego State University, nos EUA, indicou que o número de mulheres na direção em filmes de Hollywood diminuiu nas últimas duas décadas. Batizado de “Celluloid Ceiling”, o estudo publicou seus resultados nesta quinta-feira (3). A “Variety” repercutiu os números.

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Segundo o levantamento comandado pela pesquisadora Martha Lauzen, apenas 8% dos 250 filmes mais lucrativos de 2018 foram dirigidos por mulheres. Em 1998, este número era de 9%, enquanto em 2017 a porcentagem estava em 11%.

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O estudo também mapeou a presença feminina em outras funções de bastidores. 27% dos filmes pesquisados tinham mulheres como roteiristas, 26% tinham mulheres como editoras, e apenas 4% tinham mulheres como diretoras de fotografia.

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A maior representação feminina por trás das câmeras ocorre nos campos executivos e de produção. 58% dos filmes pesquisados tinham mulheres como produtoras executivas, enquanto 73% tinham mulheres como produtoras.

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O estudo fez a conta de 3.076 funcionários empregados por trás das câmeras nos 250 filmes mais lucrativos de 2018, concluindo que 20% deles eram mulheres. A porcentagem cresceu em relação a 2017, ano em que a soma da presença feminina nos cargos de bastidores marcou 18%.

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“O estudo traz evidências de que a larga mudança positiva prevista pelos obervadores da indústria ainda não aconteceu. É improvável que eles melhorem com os esforços individuais de algumas pessoas ou estúdios”, comentou Lauzen.

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“Sem uma ação em larga escala comandada pelos principais jogadores de Hollywood – os estúdios, as agências de talento, os sindicatos – é improvável que veremos uma mudança. A diferença entre os 8% de representação feminina e a paridade real é grande demais”, completou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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