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Vítimas de casamentos forçados são obrigadas a pagar custos da repatriação

Saiu no site CORREIO BRAZILIENSE

 

Veja publicação original:   Vítimas de casamentos forçados são obrigadas a pagar custos da repatriação

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Londres, Reino Unido – As britânicas enviadas por suas famílias para contraírem casamentos forçados no exterior têm de reembolsar ao Ministério britânico das Relações Exteriores os gastos ligados à repatriação – revelou uma investigação do jornal “The Times” publicada nesta quarta-feira (2/1).

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As vítimas que pedem ajuda a este Ministério “têm que reunir centenas de libras para pagar por seu voo de retorno, alimentação e alojamento”, informou o jornal britânico.

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As jovens que não podem pagar esta soma “devem contrair empréstimos de emergência junto ao Foreign Office antes de embarcar no avião, e seus passaportes são confiscados até o reembolso” desses empréstimos, relatou o jornal.

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O Foreign Office britânico permitiu o repatriamento de 27 vítimas de casamentos forçados, em 2017, e 55, em 2016, de acordo com dados oficiais fornecidos ao “Times”.

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Nos últimos dois anos, o Ministério emprestou 7.765 libras esterlinas (cerca de 9.840 dólares) para pelo menos oito vítimas que não podiam pagar a repatriação. Essas mulheres reembolsaram 3.000 libras, mas ainda devem mais de 4.500 libras.

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Uma das vítimas, de 24 anos, disse que estava “endividada”, vivendo em um alojamento tipo hostel e temia acabar na rua. “Não posso pedir ajuda à minha família por causa do que me fizeram passar”, disse ela ao “Times”.

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Já o Ministério das Relações Exteriores diz que tem a obrigação de recuperar os montantes gastos para repatriar as vítimas, porque se trata de recursos públicos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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