HOME

Home

Confronto após entrada de mulheres em templo hindu deixa um morto e 15 feridos

Saiu no site CORREIO BRAZILIENSE

 

Veja publicação original:  Confronto após entrada de mulheres em templo hindu deixa um morto e 15 feridos

.

Os enfrentamentos aconteceram depois que duas mulheres entraram às escondidas e sob proteção policial ao santuário hindu de Sabarimala, onde mulheres de 10 a 50 anos – idade considerada como período de menstruação – são proibidas de entrar

.

Uma pessoa morreu e ao menos 15 ficaram feridas nos atos de violência registrados no estado de Kerala, ao sul da Índia, depois que duas mulheres entraram em um templo hindu desafiando os mais tradicionalistas, de acordo com a polícia, nesta quinta-feira (3/1).

.

Os enfrentamentos aconteceram depois que duas mulheres entraram às escondidas e sob proteção policial ao santuário hindu de Sabarimala, onde mulheres de 10 a 50 anos – idade considerada como período de menstruação – são proibidas de entrar.

.

A Corte Suprema do país retirou esta proibição, mantida durante décadas, no último mês de setembro. Desde então, muitas ativistas tentam ingressar ao templo, mas isso ainda não havia sido possível pela resistência de milhares de devotos, homens e mulheres, que consideram a atitude um ataque às tradições.

.

“A pessoa que morreu fazia parte da manifestção do BJP (sigla em inglês do partido do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi) da última quarta-feira e ficou ferida pelo lançamento de pedras” contra os manifestantes, disse à AFP o porta-voz da polícia Pramod Kumar. “Seus ferimentos eram graves e a pessoa morreu na noite desta quarta-feira. Ao menos outras 15 pessoas ficaram feridas em incidentes em todo o estado”, completou Kumar.

.

De acordo com a mídia local, os manifestantes do BJP foram golpeados por pedras lançadas de um escritório local do Partido Comunista, que governa o estado.

.

Kerala está sob tensão nesta quinta-feira e a polícia indicou que já foram destacados efetivos extras no estado para evitar novas cenas de violência. A polícia jogou gases lacrimogêneos, granadas paralizantes e canhões de água para controlar os enfrentamentos entre grupos rivais.

.

Em um dos comentários sobre o templo Sabarimala, o primerio ministro Narendra Modi, que pretende se lançar como candidato a um segundo mandato nas eleições previstas deste ano, se mostrou aparentemente partidário pela proibição, ao considerar que esta é uma questão de tradição.

.

“Há alguns templos que têm suas próprias tradições, há os que homens são proibidos de entrar. E os homens não vão”, disse Modi à mídia local. Na Índia, existem vários templos hindus em que as mulheres não podem entrar. A entrada de mulheres em Sabarimala foi uma questão tabu durante gerações.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Categorias

HOME