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Violência contra mulher

Saiu no site O POPULAR

 

Veja publicação original:  Violência contra mulher

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No primeiro semestre do ano passado, mais de 38 mil denúncias de violência contra mulheres foram registradas no disque 180. Trata-se, sem dúvida, de um avanço na medida em que o silêncio era a regra nesse tipo de caso, quando as autoridades de segurança nem sempre conseguiam acolher as vítimas. O quadro, felizmente, começa a mudar.

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Reportagem na edição de ontem revela que a quantidade de investigações de casos de violência doméstica ou familiar contra mulheres e de crimes sexuais cresceu ano passado em Goiânia. Até dezembro, as duas unidades da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher na capital somavam a abertura de 2.611 inquéritos, volume que supera o total de 2017, com 2.210 investigações. Se não é possível dizer que aumentou a criminalidade a partir dessa estatística, fica patente que o maior acesso das vítimas a informações sobre seus direitos tem sido maior.

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É um desafio que começa a ser vencido. Afinal, a violência contra a mulher não conhece extrato social, idade, nem região do país. É um fenômeno que está nas ruas, no trabalho, escolas, mas principalmente dentro de casa. A denúncia, seguida de investigação por parte da Polícia Civil de Goiás, indica o fim desse ciclo de violência e impunidade.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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